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Notícias A impotência sexual chega aos mais jovens. Um em cada quatro brasileiros com a disfunção tem menos de 40 anos

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Vida desregrada e noites mal dormidas contribuem para o mau desempenho sob os lençóis. (Foto: Reprodução)

Se você sofre de impotência sexual incapacidade de obter ereção adequada para relação amorosa não precisa se desesperar e, muito menos, ficar cabisbaixo, pois esse distúrbio é mais comum do que se imagina. A disfunção erétil afeta 15 milhões de brasileiros, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde). Ela é mais frequente em quem tem entre 40 e 69 anos, mas já atinge também os jovens. Um em cada quatro homens com incapacidade de manter a rigidez peniana durante o ato sexual tem menos de 40 anos.

A alteração dos níveis da testosterona, o mais importante hormônio masculino, que atua sobre a força, a libido e o desempenho sexual, é a principal causa do problema. A produção de testosterona pode ser alterada por várias condições clínicas, entre elas, obesidade, sedentarismo, doenças hepáticas, renais, de tireoide, diabetes, depressão, tabagismo e alcoolismo.

Após os 40 anos, o corpo passa a produzir menos hormônio. “Essa redução é gradual e os sintomas são cada vez mais presentes entre a população de menos idade”, alertou o médico Maurício Bungerd Forneiro, da Sociedade Americana de Endocrinologia, autor do livro ‘Vida e Prazer Após os 50’. Levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia revela que 42% dos brasileiros temem o distúrbio.

Outros fatores contribuem para a impotência juvenil, desde agentes químicos em comidas processadas, até a ansiedade de encontros casuais. Para se evitar o transtorno, a manutenção de uma vida mais regrada e saudável é primordial. Dormir bem, praticar exercícios, evitar automedicação, tratar adequadamente o diabetes e enfermidades vasculares são algumas recomendações.

A disfunção erétil pode ser sinal de doença física ou psicológica, que provocam estresse, tensão no relacionamento e baixa da autoestima. Pacientes devem ser avaliados cuidadosamente. Medicamentos e dispositivos auxiliares, como injeções intra-cavernosa, bombas de vácuo (pouco usadas atualmente), próteses penianas maleáveis e infláveis, e revascularização podem ser prescritos.

Em contrapartida, o brasileiro está vivendo mais. Pelo menos até 75 anos. E a terceira idade, ou melhor idade, hoje, não quer só passear com netos. Quer aproveitar ao máximo o lado bom da vida, incluindo o sexo. Com os avanços da medicina, com mais medicamentos aliados no tratamento da impotência nessa faixa etária, além da alimentação correta, exercícios físicos e mentais, os idosos estão redescobrindo o prazer do sexo.

“Isso ainda é tabu. O sexo, que não é sinônimo de penetração, mas de carinho, troca de olhares, beijos, dança, por exemplo, na terceira idade, pode ser libertador e prazeroso. A escolha está em abraçar o conformismo e a possível rejeição ou levar a vida com criatividade, prazer e alegria”, destacou a geriatra Yara Vargas. “O idoso não deve buscar o desempenho do jovem, mas descobrir novas formas de satisfação. Sem esquecer os preservativos”, declarou.

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