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A inflação para o consumidor avançou na última semana de setembro

O IPC-S foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Divulgação)

O IPC-S (Índice de Preço ao Consumidor – Semanal) avançou na última semana de setembro e apresentou variação de 0,45%, 0,13 ponto percentual acima da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 3,71%, no ano e, 4,64%, nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (01) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (0,64% para 1,09%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 2,10% para 4,08%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,26% para 0,36%), Alimentação (0,10% para 0,16%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,18% para 0,30%), Educação, Leitura e Recreação (0,48% para 0,59%) e Comunicação (0,07% para 0,18%).

Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (0,14% para 0,64%), carnes bovinas (-0,52% para -0,13%), artigos e higiene e cuidado pessoal (-0,77% para -0,04%), salas de espetáculo (-2,48% para -0,02%) e tarifa de telefone móvel (-0,39% para -0,20%).

Em contrapartida, apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos: Vestuário (0,87% para 0,63%) e Despesas Diversas (0,41% para 0,18%). Nestas classes de despesa vale citar os itens: roupas (0,98% para 0,70%) e cigarros (0,73% para 0,05%).

Serviços

O ICS (Índice de Confiança de Serviços), da FGV, caiu 1,6 ponto em setembro, ao passar de 89,0 para 87,4 pontos, devolvendo o aumento obtido em agosto. Em médias móveis trimestrais, o índice ainda mantém resultado positivo, com variação de 0,2 ponto.

“O recuo da confiança em setembro confirma a relativa piora na percepção dos empresários do setor de serviços sobre o ambiente de negócios no terceiro trimestre do ano. A tendência de queda na curva de confiança teve início em maio, após a greve no setor de transporte rodoviário, e vem sendo particularmente influenciada por um movimento de calibragem nas expectativas”, analisou Silvio Sales, consultor da FGV IBRE.

Houve queda da confiança em 9 das 13 principais atividades pesquisadas. O ISA-S (Índice da Situação Atual) recuou 1,6 ponto, para 85,1 pontos, mesmo nível de junho passado, e o IE-S (Índice de Expectativas) caiu 1,5 ponto, para 90,0 pontos.

Em setembro, dentre os quesitos que compõem o ISA-S, o que mais contribui para sua queda foi o que mede a situação atual dos negócios, que caiu 1,8 ponto no mês, para 85,4 pontos, mesmo nível de junho passado. A maior pressão negativa sobre o IE-S vem do indicador de Demanda prevista para os próximos três meses, que recuou 2,8 pontos, para 88,6 pontos, após alta de 3,5 pontos no mês anterior.

 

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