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A inflação pelo IGP-10 caiu de 1,07% para 0,01% em fevereiro

O grupo de alimentação e bebidas teve alta de 2,16%. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Índice Geral de Preços–10 (IGP-10) registrou variação de 0,01% em fevereiro deste ano. A taxa é menor que as observadas em janeiro (1,07%) e em fevereiro de 2018 (0,40%).

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), com o resultado, o IGP-10 acumula 1,08% no ano e 7,39% em 12 meses.

A queda de janeiro para fevereiro foi provocada pela deflação (queda de preços) no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o segmento, teve deflação de 0,19% em fevereiro. Em janeiro, houve inflação de 1,38%.

O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, também caiu, mas continuou registrando inflação, ao passar de 0,51% em janeiro para 0,43% em fevereiro.

O Índice Nacional de Custo da Construção subiu de 0,24% em janeiro para 0,43% em fevereiro.

Indicadores econômicos

O ano passado foi marcado pelo queda de 1,1% na produção industrial. Com o resultado de dezembro, a indústria brasileira operou 18% abaixo de seu ponto mais alto, registrado em maio de 2011.

As vendas do comércio varejista cresceram pelo 3º ano seguido em 2019, mas perderam ritmo. Segundo o IBGE, o crescimento do setor só não foi maior por conta do segmento de hipermercado, que foi o que impulsionou as altas de 2017 e 2018.

Já o volume de serviços prestados no Brasil cresceu 1% em 2019, interrompendo sequência de 4 anos sem crescimento. O desempenho foi puxado por empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo, serviços de informação e tecnologia da informação, assim como pela locação de veículos (aumento de motoristas de aplicativos).

Com os juros mais baixos, o Indicador do Ipea de investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) registro um crescimento de 2,1% no ano passado. Já o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais – parcela da produção industrial doméstica destinada ao mercado interno acrescida das importações – registrou queda de 0,2% em 2019.

A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 11% no trimestre encerrado em dezembro, atingindo 11,6 milhões de pessoas. Foi a terceira queda seguida do indicador, que ficou em 11,2% nos três meses até outubro. Com isso, ficou no menor patamar desde o trimestre encerrado em março de 2016.

As maiores taxas de desocupação foram registradas no Amapá (17,4%) e na Bahia (17,2%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (6,1%) e nos Estados do Rio Grande do Sul, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, todos com 8% na média anual.

Apesar da queda do desemprego no ano passado, a taxa média anual de informalidade no País ficou em 41,1% da população ocupada, o maior nível desde 2016, e também foi recorde em 20 unidades da Federação. O indicador refere-se à soma dos trabalhadores sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.

Entre as unidades da Federação, as maiores taxas de informalidade em 2019 foram registradas no Pará (62,4%) e no Maranhão (60,5%), e as menores em Santa Catarina (27,3%) e no Distrito Federal (29,6%). No RS, a taxa foi de 34%.

Das 27 unidades da Federação, 18 registraram taxa de informalidade acima da média nacional em 2019. Em 11 Estados, a taxa ultrapassou 50%. Apenas Distrito Federal e Santa Catarina tiveram taxas de informalidade abaixo de 30%.

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