O número de mortos por uma epidemia de coronavírus na Itália subiu em 727 nesta quarta-feira (1°), para 13.155, informou a Agência de Proteção Civil, um aumento de óbitos significativamente menor do que o registrado na terça-feira e o menor número diário desde 26 de março.
No entanto, o número de novos casos aumentou mais acentuadamente do que no dia anterior, crescendo em 4.782 em relação aos 4.053 anteriores, elevando o número total de infecções desde o surgimento do surto em 21 de fevereiro para 110.574.
Na Lombardia, o epicentro do surto italiano, os registros diários de mortes e casos aumentaram em comparação com o dia anterior, revertendo a tendência recente.
Dos originalmente infectados em todo o país, 16.847 se recuperaram totalmente até quarta-feira, em comparação com 15.729 no dia anterior. Havia 4.035 pessoas em terapia intensiva, acima das 4.023 anteriores.
A Itália registrou mais mortes do que qualquer outro país do mundo e representa cerca de 30% de todas as mortes globais em decorrência do vírus.
O maior número diário de vítimas da epidemia na Itália foi registrado na última sexta-feira, quando 919 pessoas morreram. Houve 889 mortes no sábado, 756 no domingo, 812 na segunda-feira e 837 na terça-feira.
Quarentena
A Itália estenderá a quarentena contra o novo coronavírus, imposta em fevereiro, para 13 de abril, disse o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, nesta quarta-feira.
“Não devemos confundir os primeiros sinais positivos com um sinal ‘totalmente liberado’. Os dados mostram que estamos no caminho certo e que as decisões drásticas estão dando frutos”, disse Speranza ao Senado. Speranza acrescentou que a “batalha (contra o vírus) ainda é muito longa”.
A Itália foi o primeiro país ocidental a introduzir as restrições e as reforçou semana a semana, proibindo todas as atividades, exceto as essenciais. As informações são da agência de notícias Reuters.
Disseminação global
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou profunda preocupação nesta quarta-feira sobre “a rápida escalada e disseminação global” das infecções pelo novo coronavírus, que já atingiu 205 países e territórios.
“Nas últimas cinco semanas, houve um crescimento quase exponencial no número de novos casos e o número de mortes mais que dobrou na semana passada”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS, em uma entrevista coletiva virtual em Genebra.
“Nos próximos dias, chegaremos a 1 milhão de casos confirmados e 50 mil mortes em todo o mundo”, afirmou Tedros. As informações são da agência de notícias Reuters.
