Segundo o delegado, o ministro Salles, o presidente do Ibama, Eduardo Bim, e o senador Telmário Mota (PROS-RR) são responsáveis por atos que podem configurar três delitos: dificultar a ação fiscalizadora do poder público no meio ambiente, exercer advocacia administrativa e integrar organização criminosa. O PDT também aponta os três crimes, mas tem como alvo apenas Salles.
Saraiva também destacou que, em caso de omissão do órgão ambiental estadual, o Ministério do Meio Ambiente pode convocar o Ibama e o ICMBio, órgãos vinculados à pasta, para exercer o poder de polícia ambiental. Salles, porém, não teve essa atitude e “resolveu adotar posição totalmente oposta, qual seja, de apoiar os alvos, incluindo, dentre eles, pessoa jurídica com 20 (vinte) Autos de Infração Ambiental registrados, cujos valores das multas resultam em aproximadamente R$ 8.372.082,00”.
Depois acrescentou: “Com efeito, além de omitir-se de exercer seu poder de polícia ambiental, dificultando ação de fiscalização ambiental, patrocina diretamente interesses privados (de madeireiros investigados) e ilegítimos no âmbito da Administração Pública.”
De acordo com o delegado, uma declaração dada por Salles dizendo que a documentação da madeira era regular não é verdade. O material apreendido, diz ele, é produto e fraude em razão da grilagem de terras. Ele juntou alguns dados e documentos referentes a essas terras para atestar o que diz.
