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A modelo Gisele Bündchen participa de um evento no Brasil sobre o aquecimento global

Modelo afirma que está mais seletiva diante dos projetos que surgem. (Foto: Reprodução)

Gisele Bündchen desembarca no Brasil no dia 18 deste mês. Mas nada de passarela. A modelo participa de debate, no MAM, do BelieveEarth – movimento do qual é embaixadora e participou do lançamento no Rock in Rio do ano passado.

Dividirá a mesa com o ambientalista norte-americano Paul Hawken e com o cientista Carlos Nobre, especializado em aquecimento global.

Também no evento será apresentada a versão brasileira do o livro de Hawken, Drawdown – 100 iniciativas poderosas para resolver a crise climática.

Ativismo dentro e fora das passarelas

Cabelo Gisele Bündchen, corpo Gisele Bündchen, estilo Gisele Bündchen. Até marido Gisele já inventaram para definir um estado ideal de felicidade feminina. Mas, tudo o que a mulher por trás dessas referências diz querer hoje é não se ater mais ao estereótipo de sua imagem. Maior modelo de todos os tempos, Gisele Bündchen, 37 anos, abandonou as passarelas em 2015 para poder, segundo diz em entrevista exclusiva, associar-se a empresas e pessoas que tenham vontade de ir além e fazer diferença.

Por isso, sustentabilidade, união feminina e maturidade entraram no vocabulário da top, que desde então ganhou prêmios pelo ativismo, preparou livro de imagens e engendra campanhas em que aparece de rosto e corpo lavados, mais próximos da mulher real. “Me sinto mais confortável comigo mesma. A maturidade traz serenidade, mais autoconhecimento, e vamos aprendendo a lidar com tudo. Continuo a trabalhar como modelo, mas sou muito mais seletiva nos meus trabalhos”, diz Gisele Bündchen.

Conselhos, mantras e história de vida estarão na autobiografia da modelo, a ser lançado em outubro e que, em tradução livre, deve se chamar “Lições: Meu Caminho para uma Vida Significativa”. O título será publicado no país pela editora Best-Seller, do grupo editorial Record. Os inúmeros trabalhos desmentem a ideia, propagada em sua última apresentação na passarela, no desfile da Colcci, durante a São Paulo Fashion Week, de que daria um tempo dos holofotes. Mesmo que quisesse, ela afirma, não conseguiria.

Um dos temas que tomam seu tempo é o desmatamento da Amazônia. A modelo ganhou o noticiário, no ano passado, ao pedir em sua conta no Twitter que o presidente Michel Temer não aprovasse medidas provisórias que diminuiriam a área de preservação ambiental. O próprio presidente respondeu, vetando a proposta. A resposta de Gisele Bündchen: “Continuamos de olho”.

“Não se pode abrandar leis e permitir o saqueamento da Amazônia. Precisamos ter incentivos para empresas que produzem de forma sustentável e multar as que poluem.” O ativismo lhe rende títulos em jornais internacionais, como o Wall Street Journal, que, em março, definiu a modelo como “força da natureza”. “Acho importante que pessoas públicas se manifestem e apoiem a manutenção da floresta em pé. O principal, porém, é que a sociedade esteja ciente de que, sem a floresta, não teremos o equilíbrio no clima, essencial para nossa sobrevivência. Nossas vidas dependem da saúde do planeta”, diz a modelo.

Assédio sexual

Gisele Bündchen também não se esquiva em comentar o assunto, que muitos de seus pares da moda preferem não falar, sobre a recente onda de denúncias de assédio sexual que tomou o entretenimento. “Isso não é recente, são desafios que existem há muito tempo. Eles simplesmente saíram da sombra e foram expostos, para que agora possam ser enfrentados e transformados. O apoio mútuo entre as mulheres é muito importante nesse enfrentamento, assim como as campanhas que dão vozes a elas”, diz.

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