A mulher mais velha da Espanha, María Branyas, de 113 anos, que havia contraído a Covid-19 em abril, venceu a batalha contra a doença transmitida pelo novo coronavírus. María, que vive em um asilo na cidade de Olot, na região autônoma da Catalunha, testou negativo para o vírus na segunda-feira (11), segundo sua filha Rosa, que a definiu como “uma mulher forte e positiva”.
“Ela tem 113 anos, superou a doença e está indo muito bem”, afirmou à agência de notícias AFP a responsável pela comunicação do estabelecimento.
Branyas contraiu uma forma leve da doença no mês passado no asilo onde vive há 20 anos, a 100 km ao norte de Barcelona.
Os sintomas foram discretos: “Na verdade, a única coisa que foi detectada foi uma infecção do trato urinário e um pouco de febre associada, mas depois ela foi submetida a um teste de triagem [para o coronavírus] que deu positivo”, afirmou a responsável. “Agora ela está se sentindo bem e teve um teste negativo na semana passada.”
A centenária permaneceu confinada por várias semanas em seu quarto na Residência Santa Maria del Tura. Apenas uma funcionária, vestida com roupas de proteção, mantinha contato com a senhora, de acordo com a emissora regional TV3, que transmitiu imagens de Branyas.
Nas imagens, ela explica que “as pessoas são muito amigáveis, muito atenciosas” com ela no estabelecimento. Quando a funcionária pergunta o segredo de sua longevidade, ela simplesmente responde que tem sorte de ter “boa saúde”.
Sua filha Rosa Moret não foi autorizada a visitá-la durante o confinamento, mas disse à TV3: “Agora ela está bem, está em boa forma, com vontade de falar, de explicar, de fazer suas reflexões, voltou a ser o que era”.
Os jornalistas não são autorizados a entrar no lar de idosos, e a família não deseja mais se comunicar com a imprensa, de acordo com a responsável do asilo.
Vários artigos foram publicados nos últimos anos sobre esta “supercentenária”, mãe de três filhos, avó e bisavó, nascida em 4 de março de 1907 nos Estados Unidos, onde seu pai trabalhava como jornalista em San Francisco.
Segundo a imprensa, ela guarda especialmente a memória da viagem de volta de sua família da América para a Europa, a bordo de um transatlântico durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Ela também viveu a época da pandemia de gripe de 1918, apelidada de “gripe espanhola”, bem como a guerra civil em seu país, entre 1936 e 1939. As informações são das agências de notícias Efe e AFP.
