A Nasa (a agência espacial norte-americana) e o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciaram coleta de propostas para a construção de um reator nuclear na Lua.
A agência espacial norte-americana espera que este programa de energia permita apoiar os planos de explorações lunar e marciana em longo prazo, informa o portal Space News.
Durante uma reunião, o Comitê de Tecnologia, Inovação e Engenharia da Nasa indicou que em aproximadamente um mês é previsto que sejam publicadas solicitação e avaliação de propostas para o sistema Fission Surface Power.
O projeto busca desenvolver um sistema de energia de fissão nuclear de 10 quilowatts que poderia ser instalado na Lua em 2027, fornecendo energia para permitir atividades duradouras na superfície lunar, especialmente durante a noite, que pode durar duas semanas terrestres, não sendo, assim, a energia solar uma opção.
Além disso, especialistas consideram que o mesmo modelo pode ser utilizado para a colonização de Marte.
“É uma capacidade que permitirá uma presença lunar sustentada particularmente para sobreviver uma noite lunar”, comentou Anthony Calomino, da Missão de Tecnologia Espacial da Nasa.
“A superfície da Lua proporciona a oportunidade de fabricar, testar e conduzir uma qualificação de voo de um sistema de fissão espacial”, acrescentou.
Alguns anos atrás, a a agência espacial norte-americana anunciou testes do pequeno reator nuclear Kilopower, projetado para os mesmos fins. O Kilopower é um pequeno sistema que usa urânio e que pode gerar até 10 quilowatts de energia elétrica continuamente durante um período de dez anos.
Ocultação de Marte
Na noite do último sábado (5), a Lua ocultou Marte, um fenômeno que pôde ser observado a olho nu aqui do Brasil. Quem ficou acordado até tarde da noite olhando para o céu deve ter visto nosso satélite natural “aproximar” e depois “esconder” o Planeta Vermelho.
O fenômeno astronômico presenciado na noite de sábado é chamado de ocultação. Graças a ele, a Lua, que está a aproximadamente 401.000 quilômetros da Terra, pareceu tocar em Marte, localizado a cerca de 71.000.000 quilômetros do nosso planeta, antes de fazer o nosso vizinho sumir de vista.
