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A Odebrecht mantinha um funcionário para o “departamento de propinas” na Suíça até abril

Segundo Gornati, a empresa fazia uso de dois sistemas de comunicação, um foi desativado em meados de 2014, logo após a deflagração da Lava-Jato, e outro ficou ativo até abril deste ano.

Um dos técnicos em informática, responsável por gerenciar o sistema usado pela Odebrecht no “departamento de propinas”, Camilo Gornati afirmou nessa quarta-feira, em audiência com o juiz Sérgio Moro, que a maior empreiteira brasileira hospedava o centro de processamento de dados da ferramenta na Suíça por “questões de segurança”.

Segundo Gornati, a empresa fazia uso de dois sistemas de comunicação, um foi desativado em meados de 2014, logo após a deflagração da Lava-Jato, e outro ficou ativo até abril deste ano. Ambos foram bloqueados pelas autoridades suíças, conforme o técnico.

“O que me foi falado era que o sistema [na Suíça] era mais seguro. [Ficava na Suíça] também por ele ser um dos melhores data center e pelo custo de aquisição dos equipamentos lá ser mais baixo do que no Brasil”, contou o técnico. Ele acrescentou que começou a trabalhar com a ferramenta da empreiteira entre 2007 e 2008.

O sistema denominado Drousys era uma rede segura de troca de informações usada pelos funcionários do “Departamento de Operações Estruturadas” da Odebrecht para organizar a obtenção e o repasse de propina. O dinheiro ilícito era levantado com operadores, lavado por doleiros e encaminhado a agentes públicos por meio de offshores.

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