Principal estreia da semana nos cinemas mundiais, “A Odisseia” vem levantando discussões nas redes sociais sobre qual a melhor forma de assistir. Isso se dá, é claro, pela decisão de Christopher Nolan em filmar o longa inteiro com filmes IMAX 70mm.
Apenas 41 salas em todo mundo estão aptas a exibir o filme neste formado. As salas IMAX de projeção digital também exibirão o longa, com com razão de aspecto diferente. Este é o mesmo caso das salas regulares.
A projeção IMAX 70mm não está disponível no Brasil. Neste cenário, o filme é exibido com razão de aspecto 1.43:1, que é uma tela bem mais quadrada do que o padrão widescreen, que domina cinemas hoje em dia.
Já a opção pelo IMAX digital está presente em 12 salas espalhadas pelo Brasil. Estes cinemas oferecem razão de aspecto 1.90:1, um meio termo entre o IMAX 70mm e a sala digital padrão. O cinema regular funciona com razão de aspecto 2.39:1, bem mais retangular que a tela IMAX.
É importante destacar que a direção de fotografia já pensa nas diferentes janelas de exibição durante as filmagens, no enquadramento de cada cena.
“A adaptação para os cinemas é considerada ainda durante as filmagens. Os enquadramentos são pensados levando em conta o IMAX, mas também o formato padrão”, explica Adrian Teijido, diretor de fotografia de “Ainda estou aqui”.
Teijido reforça que o IMAX é uma “mídia diferenciada que causa emoções diferenciadas”, mas que isso não significa que a pessoa que assistir ao longa numa sala tradicional terá uma experiência ruim.
“Filmar em IMAX proporciona uma imersão diferenciada, pelo tamanho da tela e pela razão de aspecto (1.90:1, formato ligeiramente mais alto do que as proporções widescreen tradicionais do cinema, preenchendo mais o campo de visão vertical da plateia). Isso transmite ao espectador uma sensação e uma viagem totalmente diferente do que uma tela convencional”, destaca Teijido. “Além disso, há o fato de ser filmado em película num formato (70mm) que tem a qualidade 10 vezes superior do que um aspecto de 35mm convencional, o que oferece uma resolução, uma sensação e uma nitidez maior. A película oferece ainda uma textura maravilhosa, que, com o grão, se aproxima muito mais da visão humana do que o suporte digital, composto por pixels. Para um diretor de fotografia, é um trabalho fascinante. Estou contando os dias para poder assistir.” (Com informações do jornal O Globo)
