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O Ministério Público Federal solicitou ao juiz Sérgio Moro que intime o candidato a deputado federal Cândido Vaccarezza a apresentar uma carta de fiança bancária como garantia de pagamento

Ex-deputado Cândido Vaccarezza foi denunciado por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro. (Foto: Wilson Dias/ABr)

O MPF (Ministério Público Federal) solicitou ao juiz federal Sérgio Moro que intime o candidato a deputado federal Cândido Vaccarezza (Avante-SP) a apresentar uma carta de fiança bancária para garantia de pagamento, com vigência de 24 meses. O ex-líder dos governos Lula e Dilma na Câmara dos Deputados deixou a prisão da Operação Lava-Jato, há cerca de um ano, sem pagar R$ 1,5 milhão estipulado pelo magistrado.

Integrante da Lava-Jato ainda pediram a Moro que Vaccarezza seja intimado a prestar compromisso de renovação da garantia com antecedência mínima de 90 dias da data do vencimento, até o trânsito em julgado da ação penal na qual é réu.

Vaccarezza e outros nove investigados foram denunciados por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro, em suposto esquema de corrupção relativo ao fornecimento de asfalto pela empresa americana Sargeant Marine à Petrobras. O ex-deputado nega ligação com ilícitos na estatal petrolífera.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo, no documento, os procuradores afirmam que, “caso contrário, em relação aos imóveis mencionados”, solicitam que sejam “apresentadas as respectivas matrículas, laudos de avaliação atualizados e documentos que demonstram que área rural cumpre sua função social”.

Operação Abate

O ex-deputado foi preso em 2017 na Operação Abate, 44ª fase da Lava-Jato. Moro mandou soltar Vaccarezza, que alegou “problemas de saúde”, mas com imposição de seis medidas cautelares. Na lista, a fiança de R$ 1,5 milhão.

Vaccarezza deixou a cadeia sem pagar o montante. Em julho deste ano, mesmo devendo R$ 1,5 milhão, o ex-deputado criou uma lista no WhatsApp para arrecadar valores para sua campanha a deputado federal nas eleições 2018.

Sérgio Moro deu, no dia 14 de agosto, um ultimato ao ex-deputado: prazo de cinco dias para o ex-parlamentar acertar as contas, sob pena de prisão preventiva.

Em 22 de agosto, Sérgio Moro colocou Vaccarezza no banco dos réus. O juiz da Lava-Jato aceitou a denúncia do Ministério Público Federal, no Paraná, contra o ex-deputado. Com risco iminente de prisão, no dia 31 de agosto, o candidato ofereceu ao juiz Sérgio Moro duas fazendas da mãe para tentar quitar a fiança de R$ 1,5 milhão.

Segundo Vaccarezza, “na condição de proprietária [sua mãe] autorizou expressamente, com anuência de todos os herdeiros, que os imóveis, no valor de R$ 1,8 milhão sejam dados em garantia real do pagamento da fiança”.

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