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A partir deste domingo, quem não for da União Europeia não entra na França

O premiê Jean Castex afirmou que haverá exceção apenas por "motivo impreterível". (Foto: Reprodução/Twitter)

A França fechará neste domingo (31), suas fronteiras para viajantes vindos de países que não fazem parte da União Europeia (UE), “exceto por motivo impreterível”, anunciou nessa sexta-feira (29), o primeiro-ministro Jean Castex. A medida visa impedir a propagação de novas variantes do coronavírus no país.

“Qualquer entrada na França e qualquer saída de nosso território com destino ou proveniente de um país fora da União Europeia será proibida, exceto por motivo impreterível, a partir de domingo às 00h00 (horário local, 4h de segunda-feira, 1º, no Brasil), afirmou Castex em um discurso televisionado.

Os viajantes que chegarem de outros países da UE deverão obrigatoriamente testar negativo para a doença, acrescentou Castex.

As infecções, hospitalizações e mortes no país têm aumentado de forma constante, mas não acentuada, nas últimas semanas. Muitos médicos têm defendido um novo lockdown nacional, como os impostos em vários outros países europeus.

Castex afirmou que as medidas são uma tentativa de evitar o custo econômico de um terceiro lockdwon. Atualmente, mais de 60% dos leitos de terapia intensiva do país estão ocupados por pacientes com coronavírus. A França registrou mais de 75 mil mortes pela doença até o momento.

Alemanha

A Alemanha está preparando proibições de entrada para viajantes do Brasil, Reino Unido, Portugal e África do Sul para limitar a propagação das variantes mais contagiosas do coronavírus que atingem esses países, disse o ministro do Interior, Horst Seehofer, nesta semana.

“Para proteger nossa população, não deve haver entrada de regiões onde essas variantes do vírus são galopantes”, explicou durante uma reunião virtual com seus colegas da União Europeia.

Nesta semana, Portugal, Peru e Colômbia anunciaram a suspensão de todos os voos comerciais ou privados de e para o Brasil. As medidas dos governos português e peruano valem até 14 de fevereiro, com a restrição de Lisboa entrando em vigor nessa sexta-feira (29) e a de Lima no domingo. A de Bogotá teve efeito imediato, com duração de 30 dias.

A Bélgica já proibiu os residentes de tirar férias no exterior até março para combater a propagação das variantes mais infecciosas do vírus, mas outros membros da UE rejeitam medidas radicais, como proibições de entrada ou viagens.

Seehofer afirmou que a Alemanha seguirá em frente com seus planos mesmo que a UE como um todo não concorde com tais medidas.

“Não podemos esperar uma solução europeia que atenda às nossas expectativas tão cedo, por isso estamos preparando medidas nacionais”, ele disse.

O transporte de mercadorias e suprimentos médicos não será afetado pelas restrições que estão em discussão em Berlim, de acordo com Seehofer.

Enquanto isso, a União Europeia cortou o Japão de sua lista de países de onde os viajantes podem visitar o bloco sem restrições relacionadas à covid-19, como quarentenas ou testes obrigatórios. Após as mudanças, a lista será composta por apenas sete países: Austrália, China, Nova Zelândia, Ruanda, Cingapura, Coreia do Sul e Tailândia.

Apesar de a China estar na lista, viagens de lá só serão permitidas se as autoridades chinesas também permitirem a entrada de visitantes da UE. O requisito de reciprocidade não se aplica no caso dos outros países listados.

A lista também serve apenas como uma recomendação sobre regras de viagem. Cada país da UE pode definir suas próprias regras. Portugal, por exemplo, anunciou que vai limitar as viagens de seus cidadãos ao exterior por 15 dias, a partir de domingo, devido à explosão de casos de coronavírus no país, que levou à renovação do estado de emergência sanitária.

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