A Petrobras elevará em 2,5% o preço médio da gasolina em suas refinarias a partir desta terça-feira (19), para R$ 1,5970 por litro, o maior nível em quase dois meses, enquanto o diesel seguirá sem alteração, segundo informações no site da companhia divulgadas nesta segunda-feira (18).
O valor médio da gasolina será o mais alto desde 22 de dezembro, quando a Petrobras comercializou o combustível fóssil a R$ 1,6202 por litro.
Os reajustes da Petrobras podem ocorrer em qualquer intervalo de tempo, em meio a uma política de preços que busca seguir a paridade internacional.
A companhia utiliza para cálculo indicadores como câmbio e barril do petróleo, além de mecanismos de hedge para aliviar a frequência dos reajustes.
O preço do petróleo no mercado internacional subiu quase 25% até agora no ano, com o mercado preocupado com os efeitos de corte na oferta pela Opep.
Preço ao consumidor
Nas bombas, o preço médio da gasolina recuou pela 17ª vez seguida na semana passada, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis). O valor por litro caiu 0,6%, de R$ 4,197 para R$ 4,173.
Com mais um recuo, o preço da gasolina atingiu o menor valor desde 6 de janeiro do ano passado.
Consumo de combustíveis
O consumo de combustíveis se manteve estável em 2018, segundo a ANP. Ao todo, foram vendidos, no mercado nacional, 136,1 bilhões de litros no ano passado, o que representa uma alta de 0,03% frente ao ano anterior. Em 2017, a alta havia sido de 0,44%.
Mesmo num ano marcado pela greve dos caminhoneiros, a comercialização de diesel fechou o ano com alta de 1,6%, para 55,6 bilhões de litros.
Já as vendas de gasolina comum recuaram 13,1%, para 38,3 bilhões de litros. Diante do aumento do dólar e dos preços do petróleo no mercado internacional, a gasolina perdeu competitividade para o etanol hidratado.
As vendas do biocombustível subiram 42,1%, para 19,3 bilhões de litros. Esse aumento, contudo, não foi suficiente para sustentar o crescimento do mercado do Ciclo Otto (veículos leves cujos motores operam com etanol e/ou gasolina), tradicionalmente vinculado ao consumo das famílias.
O consumo de gás liquefeito de petróleo fechou 2018 com queda de 1%, para 13,2 bilhões de litros. O mercado de GLP é associado, sobretudo, ao segmento residencial, embora também seja vendido para comércio e indústrias.
Outra queda relevante foi registrada no mercado de óleo combustível. Tradicionalmente vinculado ao comportamento do despacho das termelétricas, o derivado fechou 2018 com retração de 31,6%.
Embalado pelo reaquecimento do mercado de aviação, as vendas de querosene de aviação (QAV) cresceram 6,7%. A comercialização de gasolina de aviação, no entanto, caiu 5,6%.
