A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina nas refinarias em 0,84% a partir desta quinta-feira (01), a 1,8466 real por litro. O corte ocorre um dia após a companhia realizar a maior redução da era de reajustes diários, com uma diminuição de 6,20% no valor.
Com o corte, o preço médio na refinaria em quase seis meses, desde o valor de 1,8523 real por litro registrado em 9 de maio.
A redução se dá em meio a uma valorização do real ante o dólar e também a um enfraquecimento das referências internacionais do petróleo, parâmetros utilizados pela companhia para a formação de preços dos combustíveis.
A diminuição ocorre ainda após a Petrobras anunciar uma diminuição de 10,1% no preço do diesel nas refinarias, dada a definição de um novo preço de comercialização para o programa federal de subvenção ao combustível.
Em outubro, o preço da gasolina nas refinarias caiu cerca de 16%, enquanto no acumulado de 2018 apresenta alta de quase 10%.
Na semana passada, o preço médio da gasolina nas bombas dos postos se manteve em 4,723 reais por litro, praticamente estável ante o recorde nominal de 4,725 reais por litro visto na semana imediatamente anterior, conforme monitoramento da reguladora ANP.
De acordo com o IPCA, o preço da gasolina subiu 3,94% em setembro. No acumulado do ano, os preços tiveram uma alta de 13,74%. Em 12 meses, o avanço foi de 19,99%.
Ciclo de queda
O atual ciclo de queda no preço foi iniciado no dia 25 de setembro, depois que a gasolina atingiu R$ 2,2514 por litro, o maior valor desde que a Petrobras passou a divulgar preços diários, em julho de 2017.
Desde então, foram oito reduções no preço do combustível, acompanhando a valorização do real – entre 25 de setembro e a última segunda-feira (22), o dólar ficou R$ 0,40 mais barato – e as cotações internacionais.
A política de preços da Petrobras é baseada em uma fórmula que considera o preço internacional dos combustíveis, o câmbio e custos para importar os produtos.
A estatal passou a ser questionada após escalada de preços no início do ano, que culminou com a greve dos caminhoneiros que paralisou o país por duas semanas.
Para encerrar a greve, o governo decidiu subsidiar o preço do óleo diesel, com desconto de R$ 0,30 por litro no preço de venda das refinarias e corte de R$ 0,16 por litro nos impostos federais.
A gasolina, porém continuou acompanhando as cotações internacionais. No dia 6 de setembro, após o início de um ciclo de alta, a Petrobras autorizou sua área comercial a segurar reajustes por até 15 dias.
