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A Polícia Federal acha lista de governos estaduais na mira de golpistas da vacina

A ADPF destacou que a Lei contra o abuso de autoridade não pode ser usada "como instrumento de intimidação ou de vingança". (Foto: PF/Divulgação)

Na investigação do bando que tentou vender vacinas de vento ao Ministério da Saúde, os investigadores da Polícia Federal (PF) localizaram em um dos endereços dos alvos do esquema uma lista de ofícios endereçados a governos estaduais e prefeituras na mira do golpe.

Os criminosos usavam “cartas de referência” com indicativo de capacidade técnica adquirida no Paraguai.

A PF apura agora se os golpistas já haviam fechado negócio com alguns dos Estados e prefeituras citados nos documentos ou se ainda estava prospectando o terreno. Os criminosos tinham cartas para abrir negócios com Alagoas, Ceará, Pará, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal.

Falsa enfermeira

A PF busca recuperar o conteúdo do celular apreendido pela falsa enfermeira que estaria envolvida em um esquema ilegal de vacinação contra o covid-19 , às escondidas, em Minas Gerais.

O aparelho estaria ‘zerado’ e não continha nenhuma mensagem, porém, os policiais suspeitam que a mulher integre um grupo que aplicou um golpe.

O celular foi encontrado na casa da mulher, junto a seringas e soro, durante uma busca e apreensão realizada na última semana. Os empresários envolvidos admitiram que as vacinas foram adquiridas de maneira ilícita.

A falsa enfermeira, que realizou a aplicação de supostas vacinas em 57 empresários no dia 23 de março, ganhou liberdade provisória no último sábado (3) através de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A polícia também investiga se ela vacinou outras pessoas no início do mês de março.

Uma das três linhas de investigação da Polícia Federal sobre o esquema de vacinação clandestina envolvendo políticos e empresários do setor de transporte de Belo Horizonte vem ganhando força à medida que a Operação Camarote avança. Os imunizantes aplicados não seriam realmente contra a covid-19, mas sim falsificados.

Um laudo da PF comprovou que parte do material apreendido na casa de Cláudia é soro fisiológico. Nenhum indício de vacina contra covid foi encontrado até o momento.

O valor cobrado por duas aplicações foi de R$ 600.

De acordo com a PF, a mulher, que fingia ser enfermeira, teria comercializado a vacina falsificada, importada ilegalmente ou desviado do Ministério da Saúde para outras pessoas em Belo Horizonte, além dos investigados na operação Camarote.

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