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A Polícia Federal reforçou a segurança dos candidatos à Presidência da República

O diretor-geral da PF, Rogério Galloro, convidou coordenadores das campanhas presidenciais para reunião na sede da corporação. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A PF (Polícia Federal) se reuniu com representantes das campanhas à Presidência neste sábado para discutir precauções de segurança e o aumento do efetivo da escolta policial aos candidatos. O encontro foi convocado após Jair Bolsonaro levar uma facada em evento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, na quinta-feira. Durante o encontro, ficou decidido que o contingente de policiais para atuar durante as campanhas presidenciais será aumentado de 80 para 140 agentes.

Dos 13 candidatos à Presidência, apenas cinco solicitaram auxílio da PF para fazer a segurança durante a campanha e, por isso, foram chamados para o encontro deste sábado. Estiveram na reunião integrantes de quatro candidatos: Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Alvaro Dias (Podemos). A PF informou que os coordenadores da campanha de Bolsonaro não enviaram ninguém ao encontro.

Desde o início da campanha, a Polícia Federal destacou 80 policiais para acompanhar os cinco candidatos que solicitaram a escolta. Destes, 21 estavam acompanhando o candidato Jair Bolsonaro, e 59 seguiam os demais.

Na sexta-feira, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que, muitas vezes, os candidatos não seguem o protocolo de segurança indicado pela Polícia Federal. Ele disse esperar que o atentado contra Bolsonaro chame a atenção dos candidatos para os protocolos de segurança.

Após o atentado, as campanhas pediram reforço em suas escoltas. O presidente Michel Temer respondeu ao pedido e determinou, na sexta-feira, o aumento do efetivo de agentes da Polícia Federal. Com o aumento, o total de policiais na escolta deve chegar a um número em torno de 140, segundo a Polícia Federal.

Em reunião na sede da PF, em Brasília, estavam presentes representantes das campanhas e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro. Uma das preocupações expressadas pela PF durante a reunião deste sábado foi fazer com que os candidatos sigam as orientações da equipe técnica em relação
aos atos de campanha.

“Durante o encontro, os representantes foram informados que, em decorrência da elevação do nível de alerta provocado por evento crítico no decorrer da campanha, haverá aumento do efetivo policial”, diz nota da Polícia Federal.

“Aos responsáveis pelas campanhas dos candidatos foram reafirmados os critérios de atuação, as orientações e os protocolos adotados pela PF”, diz outro trecho da nota.

A avaliação da PF é que alguns candidatos estariam se expondo demais durante os atos conhecidos como corpo a corpo, a exemplo do que fez Bolsonaro em Juiz de Fora.

O presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, disse neste sábado que o partido solicitou à Polícia Federal segurança para a família de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o pedido teria sido negado pela PF.

“Conversei ontem [sexta] com a superintendente da PF em Brasília e foi pedido, foi ratificado esse pedido, e a informação que se tem é que a PF não poderia pedir proteção para a família do candidato, mas só pra ele”, declarou Bebianno em entrevista concedida em frente ao Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro está internado, em São Paulo.

O presidenciável está se recuperando da facada. Segundo boletim da instituição de saúde divulgado na manhã deste sábado, Bolsonaro está consciente e “em boas condições clínicas”.
O filho mais velho do presidenciável, Flávio Bolsonaro postou na manhã deste sábado nas redes sociais uma foto do pai em uma poltrona na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Na imagem, o candidato do PSL aparece fazendo sinal de armas com as mãos.

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