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A Polícia Federal conseguiu acessar a rede do Tribunal Superior Eleitoral durante os testes das urnas eletrônicas, mas não o suficiente para alterar o resultado da votação

. (Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apresentou nesta segunda-feira (29) o balanço do TPS (Teste Público de Segurança) do sistema eletrônico de votação. O saldo final do evento foi de sucesso dos mecanismos de proteção da urna eletrônica. Ao todo, 24 planos de ataque falharam completamente em invadir os dispositivos e cinco foram bem-sucedidos em encontrar “achados”, como são classificados os pontos de aperfeiçoamento.

O TSE recebeu inscrições de 26 investigadores vinculados a universidades, empresas privadas e órgãos públicos, que executaram 29 planos de ataques às urnas eletrônicas. Esses procedimentos consistem basicamente em diferentes tentativas de invadir o sistema de votação e encontrar vulnerabilidades físicas e tecnológicas nos dispositivos.

A corte manteve abertos por seis dias os sistemas das urnas para receber ataques de “hackers”, a fim de aprimorar a tecnologia utilizada atualmente e corrigir possíveis falhas até as eleições de 2022. Os técnicos e peritos da Polícia Federal (PF) chegaram mais próximos de violar as etapas de segurança ao conseguirem acessar a rede do TSE durante os testes.

De acordo com o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, os agentes federais realizaram o ataque mais perigoso às urnas eletrônicas, pois conseguiram burlar a linha de transmissão das informações e penetrar na rede do tribunal. “A simples entrada já é uma preocupação que nós vamos enfrentar. Esse foi o ataque mais relevante e que vai exigir mais cuidado do TSE”, afirmou.

“Eles conseguiram entrar dentro da rede do TSE com esses ataques, mas não conseguem chegar no sistema de votação, ou seja é um ataque importante que nós temos que encontrar mecanismo de bloquear, mas não é grave. Só consideramos grave o que tem a potencialidade de alterar o voto do eleitor”, afirmou Barroso.

As violações ao sistema eletrônico de votação passarão por processos internos de correção para que sejam submetidas novamente à testagem, em maio de 2022, durante o teste de confirmação organizado pelo TSE.

“Ainda que não tenham sido graves, são importantes e merecem atenção e estudo do TSE para fins de aprimoramento”, afirmou Barroso. “É relevante, mas não é grave. Só consideramos grave o que tem potencial de mexer no resultado e nada até agora se apresentou com esse potencial, mas é relevante porque evidentemente ninguém deseja que haja o risco de entrada dentro da nossa rede”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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