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A Polícia Federal investiga as fraudes na emissão de laudos para o registro e o porte de armas de fogo

Entre as irregularidades encontradas estão, por exemplo, locais que não possuem pistas de tiro com a distância exigida. (Foto: PF/Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira, uma operação que investiga a emissão de laudos fraudulentos para registro de arma de fogo. De acordo com comunicado, há fortes indícios de falsidades ideológicas na emissão de laudos, além de formação de quadrilhas.

Segundo a PF, 130 locais recebem equipes de fiscalização. A operação ocorre simultaneamente em 72 cidades do estado. Essa é considerada a maior fiscalização de instrutores de armamento e tiro já feita no estado de São Paulo. A operação foi batizada de “Inspeção Inicial”.

No final da manhã, em entrevista coletiva, o delegado Diógenes Peres de Souza afirmou que, em uma primeira análise, há indício de 10 locais com irregularidades.

— Aparentemente há um conluio de alguns instrutores com clubes de tiro — afirmou o delegado.

Entre as irregularidades encontradas estão, por exemplo, locais que não possuem pistas de tiro com a distância exigida para a emissão de laudo de armas de determinado calibre. De acordo com Souza, a expectativa é que, após a análise aprofundada dos documentos e das inspeções, seja possível suspender preventivamente alguns dos instrutores, além de realizar a abertura de inquéritos para apurar os crimes de falsidade ideológica e formação de quadrilha.

— Esse tipo de fraude representa um risco para o próprio proprietário e também para quem está ao seu redor. É de extrema importância que quem tem o registro tenha capacidade para manusear a arma de fogo — disse.

A investigação teve início em fevereiro de 2019 após análise de dados inseridos no Sinarm e laudos apresentados nos pedidos de registro de arma de fogo. “Para obtenção dos laudos, o interessado em adquirir ou portar arma de fogo pagava valores fora dos usuais praticados no setor”, afirma o comunicado.

A operação, segundo a PF, visa garantir que o serviço prestado por estes profisisonais credenciados esteja em plena conformidade com as normas vigentes, assim como identificar eventuais desvios ou fraudes na emissão de laduos de capacidade técnica para aquisilção de armas de fogo.

“É de suma importância que os interessados em adquirir arma de fogo tenham o adequado conhecimento para utilização e manuseio seguro do armamento pretendido. O profissional responsável por avaliar e atestar esse conhecimento é o instrutor credenciado pela Polícia Federal. Daí a relevância de que sua atividade seja exercida dentro dos rigorosos parâmetros normativos vigentes”, afirma a PF. A operação foi feita pela Delegacia de Controle de Armas e Produtos Químicas em conjunto com o Grupo de Armamento e Tiro da Superintendência Regional de Polícia Federal.

Armas em 3D

Vinte Estados norte-americanos abriram processo contra o governo de Donald Trump para impedir a liberação de plantas de impressão 3D de armas na internet. Liderados pelo Estado de Washington e outros governados principalmente por Democratas, junto com o Distrito de Columbia, afirmaram que abriram o processo na quinta-feira em Seattle, depois que o governo Trump publicou regras finais para a disponibilização online das plantas dos armamentos.

Segundo os Estados, as novas regras transferem a supervisão sobre armas impressas em impressoras 3D do Departamento de Estado para o Departamento de Comércio, efetivamente encerrando a supervisão do Congresso sobre as instruções de impressão e deixando um vácuo regulatório sobre a distribuição.

As plantas ou instruções para impressoras 3D podem ser usadas para a fabricação de “armas fantasmas”, difíceis de serem encontradas por detectores de metal e difíceis de serem rastreadas por causa da ausência de números de série.

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