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A Polícia Federal investiga um suposto desvio de mais de 90 milhões de reais de um fundo de previdência em Pernambuco

PF investiga suposto esquema de fraudes no Caboprev, instituto de previdência dos servidores do município de Cabo de Santo Agostinho. (Foto: Reprodução)

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta sexta-feira (19) uma operação em seis Estados e no Distrito Federal contra um suposto esquema de fraudes no Caboprev, instituto de previdência dos servidores do município de Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana do Recife (PE).

A Operação Abismo foi realizada em Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Goiás, Santa Catarina e Distrito Federal para cumprir 64 ordens judiciais, sendo 42 mandados de busca e apreensão, dez mandados de prisão preventiva e 12 mandados de prisão temporária.

Entre os detidos está o prefeito do Cabo, Luiz Cabral de Oliveira Filho, conhecido como Lula Cabral. A reportagem tentou contato com a assessoria do município, mas não conseguiu localizá-la.

As medidas foram determinadas pelo TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região), que ainda autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados.

Iniciadas em março de 2018, as investigações dizem que foram transferidos R$ 92,5 milhões do instituto para fundos de investimento compostos por ativos podres, sem lastro e com probabilidade de calote.

A suposta alteração na carteira de investimentos do instituto de previdência, segundo a PF, teria sido executada a mando do prefeito.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa, crimes financeiros, corrupção ativa e passiva, cujas penas ultrapassam os 30 anos de reclusão.

Sonegação tributária e previdenciária

Também nesta sexta-feira, a PF deflagrou a Operação Simplex, visando combater a sonegação tributária e previdenciária em Mato Grosso. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos na ação.

As investigações tiveram início há cerca de seis meses, tendo como principal investigado um empresário do ramo de terceirização de serviços de limpeza e conservação. Entre os anos de 2013 e 2014, uma de suas empresas declarou-se, indevidamente, como optante pelo Simples Nacional (do qual havia sido excluída pela Receita Federal), deixando, assim, de declarar rendimentos e, consequentemente, de recolher tributos devidos.

Segundo as investigações, o empresário, que também administra outras empresas do ramo, utilizava-se de laranjas nos contratos sociais, a fim de fugir de eventual responsabilização. Tratam-se de indivíduos humildes, sem qualquer participação na administração das pessoas jurídicas.

Caso seja indiciado, o empresário responderá pela sonegação fiscal (tributária e previdenciária), além de falsidade ideológica.

Estima-se que o prejuízo causado à União é de, no mínimo, R$ 4 milhões, referentes à sonegação de apenas uma de suas empresas.

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