A segunda fase da Operação Cronos, deflagrada nesta terça-feira (28), prendeu 937 pessoas que tinham mandados de prisão por homicídio (881) e por feminicídio (56), em 22 Estados e no Distrito Federal. O objetivo da operação foi cumprir mandados de prisão de pessoas suspeitas de feminicídio – ou seja, o homicídio de mulheres por violência doméstica ou discriminação de gênero – e homicídios. Coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil, a ação ocorreu de forma integrada e contou com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. As informações são da Agência Brasil e da Polícia Civil gaúcha.
No Rio Grande do Sul, 67 pessoas foram presas ou apreendidas. Dentre as prisões e apreensões, 43 foram durante cumprimento de ordens judiciais por homicídio e outras 24 por feminicídio.
Mais de 400 policiais civis cumpriram 205 mandados de prisão em 70 endereços no Estado, além de outras 139 medidas em Porto Alegre, Região Metropolitana e interior do estado, abrangendo diversas regiões do Rio Grande do Sul. Armas, munições e drogas foram apreendidas nas ações.
O monitoramento da operação foi realizado no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN) do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), em Brasília (DF). Para o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Pontel de Souza, a Operação Cronos II demonstra o sucesso no trabalho integrado entre as forças de segurança pública.
“O trabalho da Secretaria de Operações Integradas, criada na atual gestão, tem o objetivo de utilizar tecnologia e inteligência, reunindo as forças policiais, de forma conjunta e convergente no combate à macrocriminalidade”, afirmou o secretário-executivo.
Luiz Pontel ainda disse que é uma preocupação do Ministério trabalhar de forma integrada, visando tirar de circulação criminosos violentos, especificamente autores de homicídio e feminicídio. “Já identificamos presos ligados a facções criminosas”, ressaltou.
O presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC), Robson Cândido, destacou que a metodologia empregada é uma evolução. “É o caminho para alcançar o objetivo de trazer paz à sociedade. Até o momento, os números parciais demonstram o sucesso desta política de integração das polícias”, assegurou Robson Cândido.
Primeira Fase
Deflagrada em agosto de 2018, a primeira fase da Operação Cronos resultou na prisão de mais de 2,6 mil pessoas em todo o país. Além disso, foram apreendidos 341 adolescentes. O Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil informou à época que 42 pessoas foram presas por feminicídio; 404 por homicídio; 289 presos por crimes relacionados à Lei Maria da Penha; 640 foram autuadas em flagrante por posse ou porte irregular de arma de fogo, tráfico de drogas e outros crimes; e 1.252 foram detidas em decorrência de mandados de prisão expedidos por outros crimes.
Durante a primeira fase, foram apreendidas 146 armas de fogo e aproximadamente 383 quilos de entorpecentes, como maconha, cocaína e crack. Mais de 7,8 mil policiais civis de todo o país participaram das ações.
