A taxa média de crescimento anual da população brasileira atingiu, entre os anos de 2010 e 2022, o menor nível da série histórica iniciada há 150 anos. É o que mostram dados do Censo 2022, divulgados na quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, o avanço no número de habitantes no País foi de apenas 0,52% por ano ao longo dos últimos 12 anos. Até então, o menor crescimento anual havia sido registrado entre os anos 2000 e 2010, quando o índice ficou em 1,17%.
Os dados do Censo 2022 também mostram como a taxa média de crescimento anual da população brasileira vem diminuindo ao longo das últimas décadas. Isso significa que a população brasileira tem aumentado, mas em ritmo cada vez mais lento.
Desde o levantamento realizado pelo IBGE entre os anos de 1950 e 1960, já foram seis quedas seguidas no índice. Em 2022, também foi a primeira vez que a taxa de crescimento populacional ao ano foi inferior a 1%.
Pelo menos a partir da década de 1990, a desaceleração desse indicador vem ocorrendo em todas as regiões do país. Proporcionalmente, as que mais diminuíram seus ritmos de crescimento populacional nesse período foram o Norte e o Sudeste.
Em 2022, a menor taxa média de crescimento anual da população foi registrada no Nordeste do Brasil, com avanço de 0,24% no indicador, seguido pelo Sudeste, que avançou 0,45%
Em 1º de agosto de 2022, o Brasil tinha 203.062.512 habitantes. Desde 2010, quando foi realizado o Censo Demográfico anterior, a população do país cresceu 6,5%, ou 12.306.713 pessoas a mais. Isso resulta em uma taxa de crescimento anual de 0,52%, a menor já observada desde o início da série histórica iniciada em 1872, ano da primeira operação censitária do País.
Após a divulgação do Censo 2022, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que vai revisar para baixo a projeção da população brasileira. Assim como o próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a ONU havia estimado o número de habitantes no Brasil maior do que o indicado pelo Censo.
Ainda assim, o Brasil deve continuar como 7º maior do mundo, acima de Bangladesh e abaixo da Nigéria. Veja a lista das estimativas da ONU para 2023:
– Índia: 1,429 bilhão;
– China: 1,426 bilhão;
– Estados Unidos: 340 milhões;
– Indonésia: 278 milhões;
– Paquistão: 240 milhões;
– Nigéria: 224 milhões;
– Brasil: 216,4 milhões;
– Bangladesh: 173 milhões;
– Rússia: 144 milhões;
– México: 128 milhões.
Série histórica
Nos 150 anos que separam a primeira operação censitária da última, o Brasil aumentou a sua população em mais de 20 vezes: ao todo, um acréscimo de 193,1 milhões de habitantes. O maior crescimento, em números absolutos, foi registrado entre as décadas de 1970 e 1980, quando houve uma adição de 27,8 milhões de pessoas. Mas a série histórica do Censo mostra que a média anual de crescimento vem diminuindo desde a década de 1960. “Em 2022, a taxa de crescimento anual foi reduzida para menos da metade do que era em 2010 (1,17%)”, afirma o coordenador técnico do Censo, Luciano Duarte. As informações são do portal de notícias G1 e do IBGE.
