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A prefeitura de Porto Alegre interditou quatro lojas de shoppings que descumpriram a proibição temporária de funcionamento

Estabelecimentos autuados ficam em três grandes centros comerciais da cidade. (Foto: Pedro Foss/PMPA)

Nessa quinta-feira (19), a prefeitura de Porto Alegre interditou quatro lojas de shopping centers que descumpriram a determinação, prevista em decreto municipal, de que apenas farmácias, clínicas, supermercados, lanchonetes e restaurantes funcionem nesses locais durante a vigência das medidas de combate ao coronavírus.

A autuação, realizada por agentes da Guarda Municipal e da SMDE (Secretaria Municipal) Dos estabelecimentos autuados, dois se localizam no BarraShopping (bairro Cristal), enquanto os demais ficam no Iguatemi (Passo D’Areia) e Total (Floresta). Não foram divulgados os nomes das empresas. Já no Praia de Belas não foram encontradas irregularidades operacionais.

Denúncias sobre descumprimento da diretriz podem ser encaminhadas por meio do telefone municipal 156 ou pelo portal de Atendimento ao Cidadão, disponível no site www.portoalegre.rs.gov.br. “Os espaços serão verificados conforme o porte e capacidade de lotação, em ordem decrescente, de modo que seja possível suspender as atividades naqueles estabelecimentos que atraem o maior número de pessoas”, detalha a prefeitura.

Sindicato

Em seu site, o Sindha (Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região) se manifestou sobre as medidas impostas pela prefeitura da capital gaúcha e pelo governo do Estado em relação ao segmento. Conforme o presidente da entidade, Henry Chmelnitsky, a iniciativa das autoridades deve ser apoiada, mas não há justificativa para deixar os restaurantes de fora das restrições.

“É justamente por conta desta preocupação com as pessoas e com os negócios que nos colocamos totalmente contra a flexibilização de manter operando bares e restaurantes nas áreas de alimentação de shopping centers de Porto Alegre”, declarou em texto divulgado em www.sindha.org.br.

Ainda segundo ele, “é uma total incoerência não incluir os estabelecimentos da gastronomia na determinação de fechamento obrigatório, uma vez que os shoppings já não registram mais circulação de público e sequer os sistemas de climatização estão sendo ativados”.

(Marcello Campos)

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