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A primeira reunião dos secretários de Estado com o governador gaúcho Eduardo Leite foi de apresentação de metas para os primeiros cem dias de gestão

Além de apresentações iniciais, também foram anunciados seis decretos para reduzir custos na máquina pública. (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

A primeira reunião dos secretários de Estado com o governador Eduardo Leite, na manhã desta quarta-feira (2), no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), em Porto Alegre, foi de apresentação de metas para os primeiros cem dias de gestão e de alinhamento das propostas para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. Além de apresentações iniciais, também foram anunciados seis decretos para reduzir custos na máquina pública.

Ao reafirmar a obrigação de atender às expectativas da população, Leite ressaltou a importância de um planejamento estratégico que esteja de acordo com o conceito do governo. No início da reunião, um vídeo com trechos da propaganda eleitoral foi exposto aos secretários, a fim de relembrar os compromissos da campanha. Em seguida, foi concedido um breve espaço para que cada um dos 23 secretários se apresentasse. A única secretária ausente à reunião foi Ana Amélia Lemos, que assume a Secretaria de Relações Federativas e Internacionais assim que encerrar o mandato no Senado.

O corte de gastos será a principal medida inicial do governo. “Não haverá melhorias se o Estado estiver em permanente desequilíbrio. O ajuste fiscal tem de ser uma missão de todos nós”, afirmou Leite. Com a finalidade de promover o congelamento de despesas, seis decretos foram apresentados pelos secretários Marco Aurélio Santos Cardoso, da Fazenda, e Leany Lemos, do Planejamento. As medidas envolvem a racionalização e o controle das despesas públicas e de pessoal, a quitação dos restos a pagar, a criação de um grupo técnico de renegociação de contratos, e a otimização e a eficiência de receitas. Os decretos devem ser publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (3).

Leite também deixou clara a intenção de manter as estruturas que forem consideradas úteis. “Será um governo de evolução, não de ruptura. Vamos aperfeiçoar o que já estiver funcionando”, destacou. O governador ainda fez um apelo aos secretários, solicitando que mantenham o entusiasmo e que tragam o sentimento de indignação da população para as pastas. “Não podemos ser um governo de resignação. Não estamos contra a população indignada. Temos de identificar os problemas, mas com um viés otimista”, defendeu Leite.

O secretário de Governança e Gestão Estratégica, Cláudio Gastal, apresentou um panorama das medidas que serão tomadas até o dia 15 de abril. A primeira etapa do planejamento tem com objetivo analisar a situação do Estado, as tendências históricas e o contexto político para desenhar e avaliar alternativas estratégicas.

O diálogo com os deputados estaduais eleitos para o mandato na Assembleia Legislativa, bem como a participação da sociedade na discussão de temas relevantes, também foram citados como essenciais para a gestão.

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