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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que a Justiça Eleitoral precisa definir com rapidez quem serão os candidatos nas eleições de outubro

Na cerimônia de posse da ministra Rosa Weber como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na terça-feira (14), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que a Justiça Eleitoral precisa definir com rapidez quem serão os candidatos nas eleições de outubro. Sem citar nominalmente o ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba (PR), Raquel Dodge disse que só devem concorrer candidatos elegíveis.

“É tarefa da Justiça Eleitoral anunciar ao eleitor, o quanto antes e com segurança jurídica, quem são os reais concorrentes, ou seja, os que têm capacidade eleitoral passiva e podem ser votados”, afirmou. “A lei das inelegibilidades deve ser assegurada, para que só os elegíveis concorram e os inelegíveis não financiem suas pretensões com recursos públicos”, completou.

A procuradora-geral sustentou também que candidatos sub judice não podem arrastar os processos com recursos protelatórios com o objetivo de influenciar o resultado das eleições. Segundo Raquel, o pleito deste ano será complexo e regulado por “leis novas que floresceram sob influência de reclamos por integridade, igualdade e Justiça, que têm dominado as conversas dos brasileiros e o noticiário nacional”. Ela citou a Operação Lava-Jato como parte desse processo.

“O Tribunal Superior Eleitoral tem um papel central nas eleições deste ano e o Ministério Público Eleitoral agirá como fiscal da lei, cobrando respeito integral à legislação na aplicação de recursos públicos em campanhas eleitorais”, destacou.

A procuradora-geral destacou que Rosa será a primeira mulher a comandar a Justiça Eleitoral durante um processo de eleições gerais, o que considerou um marco histórico importante. Ao final da solenidade, em um de seus raros pronunciamentos a jornalistas, a nova presidente do TSE foi questionada sobre a cobrança por celeridade.

“Eu sempre digo que o direito tem o seu tempo, tem ritos, fórmulas. No caso de qualquer dos candidatos que venha a encaminhar seu pedido de registro nós vamos observar estritamente os termos da lei. A lei prevê prazos, e esse vai ser o nosso caminho”, respondeu.

Perguntada sobre se o TSE deve atuar para evitar que um candidato inelegível apareça na urna, Rosa reforçou o que havia dito. “O que vamos fazer, repito, é observar os ditames da lei. No caso de registro de candidatura, ele se encerra nesta quarta-feira. Aí tem um rito, nós vamos publicar um edital, pelo prazo de cinco dias, e poderá haver impugnação, seja pelo Ministério Público, seja por candidato, partido ou coligações”, afirmou.

Em ocasiões anteriores, a ministra sempre demonstrou uma interpretação rígida e favorável à Lei da Ficha Limpa, na qual Lula potencialmente se enquadra. Em um julgamento em 2012 no STF, ela afirmou que a lei era um “basta” e que foi “gestada no ventre moralizante da sociedade brasileira, que está a exigir dos poderes instituídos”.

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