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A Procuradoria-Geral da República envia delação com a maior multa de sua história para homologação do Supremo

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral afirmou, em encontro com juristas, que Corte "não está só" porque sociedade "não tolera negacionismo eleitoral". (Foto: Carlos Moura/STF)

A PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou na segunda-feira (17) um pacote de quatro acordos de delação, assinados com executivos que atuaram na antiga Hypermarcas, para homologação do STF (Supremo Tribunal Federal). As tratativas envolvem a multa mais alta da história da PGR aplicada a um único delator, no valor de R$ 1 bilhão.

O alvo da autuação é João Alves de Queiroz Filho, conhecido como Júnior. Fundador da Hypermarcas, hoje rebatizada de Hypera Pharma, ele é um dos acionistas controladores da empresa. Além do R$ 1 bilhão aplicado ao empresário, outros R$ 95 milhões em multa terão de ser pagas, conforme delações assinadas com outros três ex-executivos do grupo.

Os acordos foram encaminhados pela PGR para o ministro do STF Edson Fachin. Os procuradores entenderam que Fachin tem quem validar os acordos, porque já conduz outras ações na Corte relacionadas às informações reveladas.

O valor do pacote das quatro delações supera a multa de R$ 1 bilhão acordada pelo Ministério Público Federal do Rio com o “doleiro dos doleiros” Dario Messer, em seu acordo de delação divulgado na semana passada. Outra diferença em relação ao acordo de Messer é que, enquanto boa parte de sua multa será paga com bens, na negociação com a antiga Hypermarcas os pagamentos serão feitos em dinheiro. O valor será dividido em várias parcelas.

As tratativas preveem o início de cumprimento da pena em prisão domiciliar (sem poder sair de casa) para todos. Procurada, a assessoria de imprensa de Hypera Pharma disse que não vai se manifestar.

Em abril de 2018, Queiroz Filho pediu afastamento da presidência do Conselho de Administração da Hypera em meio a investigações envolvendo a delação premiada de um ex-executivo da companhia.

De acordo com o Bradesco BBI, embora ainda não existam evidências das possíveis consequências do acordo de delação com Junior e os ex-executivos, até o momento se entende que o valor de quase R$ 1,1 bilhão será pago exclusivamente por ex-executivos e a Hypera não será responsável para qualquer pagamento.

No entanto, é importante mencionar que este acordo é parte de um processo que corre paralelamente à investigação conduzida pelo Ministério Público Federal, a “Operação Tira-Teima”, que já resultou em uma revisão por um comitê interno independente que levou alguns executivos a pagarem R$ 145 milhões de volta à empresa como compensação. A empresa aguarda agora uma análise mais aprofundada do poder público para se posicionar o caso. As informações são do blog de Bela Megale, do jornal O Globo, e do site InfoMoney.

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