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A queda na taxa básica de juros deve deixar o juro do cartão de crédito apenas 0,04% mais barato

Receita também estuda uso de cartão para recolher tributos federais. (Foto: Reprodução)

De acordo com a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a redução da taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual ao ano terá um efeito muito pequeno nas operações de crédito.

De acordo com a entidade, a taxa mensal do cartão de crédito deve ir de 11,44% ao mês para 11,40%. Na prática, o valor do juros do rotativo por 30 dias cai R$ 1,20.

Segundo a entidade isso ocorre porque “existe um deslocamento muito grande entre a Selic e as taxas de juros cobradas aos consumidores que na média da pessoa física atingem 114,15% ao ano provocando uma variação de mais de 2.100,00% entre as duas pontas”.

Para a pessoa jurídica, a taxa média de juros praticados pelo mercado com a nova Selic cai na mesma proporção, de 3,21% ao mês para 3,17%.

Abaixo, veja simulações feitas pela Anefac para a Selic a 5% nas operações de crédito para pessoa física.

Bancos

Seguindo a decisão do Copom (Comitê de Políticas Monetárias) de reduzir a taxa básica de juros (Selic) mais uma vez, para 4,5%, os bancos Itaú, Banco do Brasil e Bradesco anunciaram reduções nos juros das suas linhas de crédito para pessoa física e jurídica.

As mudanças no Itaú passam a valer o dia 17 de dezembro. Para pessoa física, a redução será no empréstimo pessoal, enquanto clientes pessoa jurídica terão redução no capital de giro. As taxas variam de acordo com o perfil do cliente e de seu relacionamento com o banco.

Já o Bradesco se limitou a dizer que “reduzirá as taxas de juros de suas principais linhas de crédito a partir de segunda-feira, 16 de dezembro, acompanhando a decisão do Copom”, sem dar detalhes.

Também válidas a partir de segunda-feira (16), as taxas do BB passam a ser de 2,87% ao mês para Crédito Automático e Renovação e de 3,11% para BB Crediário. Para quem recebe proventos no Banco do Brasil, o Crédito Salário passará a ter taxa a partir de 2,69% ao mês, além da possibilidade de antecipação do 13º Salário, que já dispõe de taxas mais atrativas.

Na linha de home equity, o BB Crédito Imóvel Próprio, as taxas praticadas pelo Banco serão reduzidas de 1,34% ao mês para 1,30% ao mês na faixa mínima; e de 1,72% para 1,68% ao mês na faixa máxima. O c´redito veículo cai para 0,60% ao mês no caso de veículos 0km.

Para pessoa jurídica, o BB baixou as taxas mínimas de 1,08% para 1,04%. Para o desconto de cheque, as taxas mínimas passarão de 1,27% para 1,23% ao mês. Estas taxas referem-se a operações com prazo de 45 dias.

Além dos ajustes acima, o BB fez realinhamentos em algumas de suas linhas desde o último Copom, com ajustes nas taxas para linhas de capital de giro para empresas do segmento Varejo.

Para o prazo de 720 dias as taxas mínimas caíram de 1,47% ao mês para 1,22% ao mês. O Banco também disponibilizou a linha de Giro 13º Salário com taxas especiais a partir de 1,08% ao mês para operações com prazo de um ano.

A decisão do Copom renova a mínima histórica da Selic, e a expectativa de gestores de fundos macro, segundo levantamento da XP, é que haja corte adicional de 0,25 ponto percentual em 2020, levando os juros para o patamar de 4,25% até o fim do ano.

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