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A rejeição evangélica ao governo petista fica entre 60% e 70%

A mensagem do presidente também reflete o seu interesse em conquistar votos do eleitorado feminino. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Até outubro falta tanto tempo no relógio da política que o eleitor já estará pensando no próximo carnaval. Mas o estrago deixado pelo desfile em homenagem ao presidente Lula, especialmente com a ala “famílias em conserva”, será difícil de superar. Os governistas têm ciência disso e tentam amenizar o mal-estar com o eleitorado confessional.

A ministra Gleisi Hofmann (Relações Institucionais) divulgou vídeo como se não tivesse ideia do que a escola de samba planejava. Até comparou as críticas a pecado, para se aproximar da linguagem dos mais religiosos. Mas soou desafinada. Gleisi teve duas reuniões com representantes da escola de samba. A primeira-dama Janja foi ao ensaio da escola. Ou seja, o Planalto sabia e avalizava as ofensas aos opositores levadas à avenida.

Gleisi disse que o samba-enredo era uma linda homenagem a Lula e sua mãe. “É de muito oportunismo e hipocrisia as acusações de que o presidente Lula e o governo atacam as famílias e o povo evangélico por conta da homenagem que ele recebeu da escola de samba… É gente dissimulada e mentirosa. Os fatos estão aí para mostrar o pecado que cometeram”, continuou.

Uma semana antes do carnaval, Gleisi usou a tribuna da Câmara para cantar o samba da Acadêmicos de Niterói. E Janja fora, anteriormente, ao barracão e ao ensaio para “fazer o L”.

A base de Lula e a oposição aguardam o resultado das próximas pesquisas para olhar com lupa o recorte da intenção de voto do eleitor por religião e alinhar os próximos passos. As pesquisas mais recentes de grandes institutos mostram que a rejeição evangélica ao governo petista fica entre 60% e 70%.

Homenagem

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) questionou formalmente quatro ministros que foram à Sapucaí acompanhar o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula. São eles: Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Gustavo Feliciano (Turismo).

A parlamentar quer saber se houve desvio de finalidade no uso de verba pública em prol da escola de samba, que foi rebaixada para a 2ª divisão do carnaval carioca. “Isso é desrespeito ao dinheiro público e precisa ser esclarecido”, disse Ventura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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