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A Rússia irá fornecer medicamento para o combate ao coronavírus a mais 17 países, entre eles o Brasil

O Avifavir obteve a aprovação do Ministério da Saúde russo em maio e é baseado na substância favipiravir. (Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília)

O fundo soberano da Rússia e seu parceiro Chemrar fornecerão o medicamento Avifavir contra a Covid-19 para mais 17 países, entre eles o Brasil, informou o fundo em um comunicado nessa quinta-feira (24).

O Avifavir obteve a aprovação do Ministério da Saúde russo em maio e é baseado na substância favipiravir, que foi desenvolvido no Japão e é amplamente usado como base para tratamentos virais.

Ensaios clínicos no Japão e na Rússia confirmaram a eficácia dos medicamentos, afirmou o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) em um comunicado.

A Rússia está se esforçando para assumir a liderança global na corrida contra o vírus. O país já está exportando seus testes de Covid-19 e fechou diversos acordou internacionais para o fornecimento de sua vacina Sputnik V.

O Avifavir já foi entregue a Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Quirguistão, Turcomenistão e Uzbequistão. Agora, o medicamento será enviado para Argentina, Bulgária, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Honduras, Kuweit, Panamá, Paraguai, Arábia Saudita, Sérvia, Eslováquia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Uruguai, de acordo com o RDIF.

Na semana passada, a Rússia aprovou o tratamento Coronavir, da R-Pharm, para pacientes ambulatoriais infectados leve a moderadamente com Covid-19, e a empresa afirmou que o medicamento antiviral poderia ser lançado nas farmácias do país ainda nesta semana.

O RDIF alegou que os medicamentos à base de favipiravir são três a quatro vezes mais baratos do que o remdesivir, outro tratamento que tem sido usado no combate à Covid-19.

Segunda vacina

A Rússia espera registrar uma segunda vacina em potencial contra a Covid-19 até 15 de outubro, informou no começo desta semana a agência de notícias TASS com base em dados do Rospotrebnadzor, o órgão regulador de segurança do consumidor da Rússia.

A vacina foi desenvolvida pelo Instituto Vector, da Sibéria, que concluiu o estágio inicial de testes em humanos na semana passada. O estudo de Fase I injetou a imunização em cinco voluntários, com a possibilidade de ampliação dos testes em até 100 voluntários com idades entre 18 e 60 anos.

A imunização desenvolvida pelo instituto é feita a partir de uma tecnologia criada inicialmente para o Ebola. Ela é composta por fragmentos de proteínas (peptídeos) do vírus que são capazes de estimular o sistema imune a induzir uma resposta protetora.

A Rússia registrou em agosto sua primeira candidata a vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou. Os testes em estágio avançado desta candidata com pelo menos 40 mil pessoas estão em andamento.

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