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A Rússia prepara a aprovação de uma segunda vacina contra o coronavírus; a imunização está em fase inicial de testes

Cerca de 400 profissionais de saúde voluntários da Grande Florianópolis participaram desta etapa inicial do estudo. (Foto: Freepik)

A Rússia está se preparando para aprovar uma segunda vacina contra Covid-19 no final de setembro ou início de outubro, disse a vice-primeira-ministra, Tatiana Golikova, nesta quarta-feira (26).

Falando em uma reunião de governo televisionada, Golikova disse ao presidente Vladimir Putin que testes clínicos de estágio inicial da vacina, desenvolvida pelo instituto de virologia Vector da Sibéria, serão finalizados até o final do mês que vem.

“Até o dia de hoje, não houve complicações entre aqueles vacinados nos estágios inicial e intermediário dos testes”, disse ela.

No início deste mês, a Rússia se tornou o primeiro país a conceder uma aprovação regulatória a uma vacina contra Covid-19 depois de menos de dois meses de testes em humanos.

A vacina aprovada, batizada de “Sputnik V” em homenagem ao primeiro satélite do mundo, um feito da antiga União Soviética, foi elogiada pelas autoridades russas por ser segura e eficiente.

Mas especialistas ocidentais estão céticos com a aprovação russa da “Sputnik V”, desaconselhando seu uso até que ela passe por todos os testes e etapas regulatórias internacionalmente aprovados.

O fundo soberano da Rússia disse nesta quarta-feira que a fase final dos testes clínicos da “Sputnik V” estão começando.

O fundo ainda disse que 40 mil pessoas participarão dos testes finais e que testes semelhantes também serão realizados em outros cinco países.

Sergei Sobyanin, prefeito de Moscou, disse que os moradores da capital russa podem se inscrever para participar dos testes.

Os testes finais, realizados em um número grande de pessoas, normalmente são considerados precursores essenciais para uma vacina obter aprovação regulatória.

Anvisa e Fiocruz

Antes mesmo de uma aprovação oficial da sonhada vacina contra o novo coronavírus, o Brasil já discute como será feito o registro da candidata de Oxford, considerada a mais avançadas nos testes e estudos feitos em todo o mundo. Uma reunião entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) definiu que o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) realizará as etapas de formulação, armazenamento e rotulagem da vacina.

Já a produção do insumo farmacêutico ativo (IFA), que compõe o imunobiológico, será realizada no Centro Henrique Pena. Segundo o diretor do Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, esse alinhamento entre os órgãos é fundamental para que o registro possa acontecer o mais rapidamente possível.

“Essa análise prévia é uma prática de longa data que adotamos junto à Anvisa para a incorporação de tecnologias, e só traz benefícios para o país, na medida em que nos dá direcionamentos de medidas a serem tomadas antecipadamente para o cumprimento das exigências regulatórias e o apoio necessário para a importação dos insumos”, disse.

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