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A Secretaria da Segurança Pública lançou uma cartilha para alertar a população gaúcha sobre os golpes na internet

A empresa alega que já tem mecanismos de controle que identificam quando alguém está usando o aplicativo de forma "suspeita". (Foto: EBC)

Lançada nesta quinta-feira (18) pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) do Rio Grande do Sul, uma cartilha com informações sobre crimes de estelionato aplicados por meio da internet é uma das iniciativas da Polícia Civil para reforçar o combate a esse tipo de crime, que tem se expandido, sobretudo em meio à pandemia de coronavírus. O documento detalha os 15 tipos mais comuns de golpe virtual no Estado.

O guia inclui dicas para que o cidadão não caia no “conto do vigário”, incluindo modalidades que já são velhas conhecidas das autoridades, muito antes da chegada da Covid-19 – é o caso do “bilhete premiado”. No que se refere às novas práticas, é dado destaque a investidas de criminosos por meio de falso auxílio emergencial e clonagem de WhatsApp, dentre outros.

Exemplo

No caso da clonagem de WhatsApp, pessoas que informam o seu número do aplicativo em sites de vendas, por exemplo, acabam abrindo margem para que golpistas se passem por funcionários da empresa vendedora e entrem em contato com a vítima, solicitando o envio de um código via mensagem SMS de celular para que o anúncio seja validado.

O falso operador tenta logar no WhatsApp com o número da outra pessoa, fazendo que o aplicativo envie à vítima um código de segurança, para verificação. Erroneamente, quando esse número (que não deve ser informado a terceiros) chega ao celular da vítima, ela o informa para o criminoso, sem saber do golpe, possibilitando a clonagem do número.

A partir daí, o número de WhatsApp da vítima é utilizado para fazer pedidos de dinheiro aos contatos dela. Mas a conta bancária informada é do criminoso. No que se refere especificamente a essa modalidade de golpe, a chefe de Polícia, delegada Nadine Anflor, alerta: “Ativem a verificação em duas etapas do WhatsApp”.

Outras dicas estão nas 18 páginas da cartilha elaborada pela Polícia Civil e que pode ser lida ou baixada em formato de texto tipo “pdf” no site www.estado.rs.gov.br.

(Marcello Campos)

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