A disposição do novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de marcar seu mandato-tampão com a aprovação de medidas de recuperação da economia, como a PEC (proposta de emenda à Constituição) do teto de gastos e a reforma da Previdência, deve esbarrar em resistências até mesmo na base aliada do governo Michel Temer. Apesar de considerar esses pontos importantes, líderes da base aliada afirmam que a reforma é polêmica e dificilmente será aprovada para trabalhadores da ativa. E a oposição diz que a agenda neoliberal de Maia não surpreende e tem de ser enfrentada.
O governo sabe das dificuldades em relação à reforma da Previdência e por isso, embora considerada prioritária, ela sequer foi enviada ao Congresso Nacional. O líder do governo, André Moura (PSC-SE), centra fogo no que já está tramitando na Câmara. Segundo ele, a ideia é votar, ainda em agosto, a renegociação da dívidas dos Estados, as novas regras para direção dos fundos de pensão e as mudanças no marco regulatório do pré-sal. Em relação à PEC do teto de gastos, Moura é contido. “A proposta de limite de gastos, principal medida anunciada pela equipe econômica, só deve ser votada em plenário depois das eleições municipais, pois precisa passar por duas comissões”, afirma.
