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A vacina da Novavax tem 96% de eficácia contra o coronavírus. Para a variante britânica, o índice é de 86%

Vacina Covovax é a oitava com aprovação de uso emergencial pela OMS e não é usada no Brasil. (Foto: Site Oficial Novavax)

A NVX-CoV2373, vacina da farmacêutica americana Novavax contra o coronavírus, tem 96% de eficácia global na prevenção de casos causados pelo coronavírus. O estudo de fase 3 foi conduzido no Reino Unido. Resultados preliminares de vacina da Novavax apontam ‘resposta robusta’ contra o coronavírus.

Já contra a variante britânica, a vacina tem cerca de 86% de eficácia. Contra a versão do vírus originada na África do Sul, o imunizante apresentou um índice de 55%, de acordo com um outro estudo separado feito no país.

Nas duas pesquisas – a do Reino Unido e a da África do Sul -, a vacina apresentou 100% de eficácia na prevenção de quadros graves da doença e morte. Os resultados dessa análise final estão alinhados com os dados provisórios publicados em janeiro, que também mostraram que a Novavax tinha 96% de eficácia contra a versão original do coronavírus e cerca de 86% de eficiência contra a variante do Reino Unido.

O método utilizado pela companhia americana se chama “vacina recombinante”. A Novavax usou engenharia genética para cultivar réplicas inofensivas da proteína que o novo coronavírus usa para entrar nas células do corpo, em laboratório. Os cientistas extraíram, purificaram a proteína e a embalaram em nanopartículas do tamanho do vírus.

Em agosto do ano passado, a empresa divulgou os resultados de fase 2 da vacina, que é aplicada em duas doses. Os dados mostraram que a vacina induziu uma “resposta robusta” de anticorpos e foi “bem tolerada” pelos participantes da pesquisa.

Vacinas

O governo federal negocia a compra de 168 milhões de novas doses de vacina contra a covid-19. Neste total estão tratativas para a aquisição das vacinas da Pfizer, da Janssen e da Moderna.

No caso da vacina da Pfizer, foi publicada uma dispensa de licitação para a obtenção de 100 milhões de doses. Com a Janssen o mesmo recurso foi adotado, mas para um lote de 38 milhões de doses. O Ministério da Saúde espera adquirir 30 milhões de doses com a Moderna, mas ainda espera proposta da farmacêutica.

O Executivo Federal também negocia mais 30 milhões de doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac, e de 110 milhões da vacina Oxford/AstraZeneca, produzida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz.

Até o momento, o governo federal contratou 284,9 milhões de doses. Neste total entram as 112,4 milhões da Oxford/AstraZeneca, 100 milhões da Coronavac, 10 milhões da Sputnik V do Instituto Gamaleya em parceria com a União Química, 20 milhões da Covaxin e 42,5 milhões do consórcio Covax Facility

O balanço foi apresentado na sexta (12) em entrevista coletiva virtual de secretários do Ministério da Saúde em Brasília. Até o momento foram distribuídas 20,1 milhões de doses, sendo 16,1 milhões da Coronavac e 4 milhões da Oxford/AstraZeneca, das quais foram aplicadas 10,7 milhões.

O secretário executivo da pasta, Élcio Franco, disse que a expectativa do ministério é vacinar 170 milhões de pessoas ainda neste ano. Nesta soma não entram públicos que não participaram de estudos clínicos, como crianças.

Sobre a compra de vacinas por estados e municípios, Franco afirmou que o ministério vai discutir o assunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) para avaliar se o ministério comprará lotes ou se haverá um desconto da quantidade que seria repassada pelo Executivo.

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