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A verdade silenciosa

A ação militar dos EUA na Venezuela despertou, aqui entre nós, sentimentos de revolta e indignação por um lado e, pelo outro lado, de euforia e exaltação. (Foto: Imagem gerada por IA)

A ação militar dos EUA na Venezuela despertou, aqui entre nós, sentimentos de revolta e indignação por um lado e, pelo outro lado, de euforia e exaltação.

Os “contra” a ação militar alegam que o único interesse dos EUA foi o petróleo e que foi rompida a soberania da Venezuela.

Os isentos, a exemplo do governador Eduardo Leite, reconhecem que Maduro é um ditador; entretanto, condenam a forma ou estratégia utilizada, por não ter sido respeitada a soberania do povo venezuelano.

Agora, a pouco mais de um mês da ação que tirou Nicolás Maduro do poder, o próprio governo da Venezuela apresentou a proposta de anistia a presos políticos.

Cerca de 300 presos políticos já teriam sido libertados; este é o fato mais revelador da sempre discreta verdade silenciosa.

Será que os “contra” e os da turma do “veja bem… invadiram a soberania do país” irão saudar a libertação de pessoas e reconhecer que isto foi possível por desdobramentos da ação norte-americana?

Ou vão alegar o surrado:

Ahhh!!! Mas não sabia…

A verdade silenciosa é quando os fatos falam por si e seus opositores simplesmente os ignoram para sustentar suas convicções sem fatos.

Verdade silenciosa é seguir condenando a ação norte-americana em cima de uma retórica rançosa de negar para si próprios as barbáries da ditadura venezuelana.

A verdade silenciosa é quando politicamente fica difícil, pela cegueira da soberba ou teimosia da ignorância, não admitir e não aprender com os próprios erros.

“Quem não admite seus erros, está se credenciando para continuar errando.”
— Carl Gustav Jung

E quantos outros presos inocentes não conseguiram alcançar a anistia e morreram na prisão?

Enquanto isso, o ditador dançava no palco para uma plateia de claque.

Quem chora por eles?

A anistia dos presos políticos na Venezuela é a mais pura confirmação de que a verdade silenciosa está entre nós.

É fato que a ditadura venezuelana perseguiu pessoas por crime de opinião por divergir de um regime fraudulento e imposto ao povo na marra.

A anistia de centenas destes inocentes — e ainda cerca de 700 para serem soltos — e o fechamento da prisão El Helicoide, denunciada por ser centro de torturas, é a confissão, a capitulação das barbáries cometidas contra seu próprio povo.

É o bandido confessando o crime e pedindo arreglo antes mesmo de ser julgado!

O silêncio da verdade impôs os fatos, calando os “isentões”.

E os “barulhentos”?

Estes fazem de conta que nem é com eles!

 

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