Um fisioterapeuta acusado de tentar matar a namorada em Maringá, no Norte do Paraná, vai a júri popular. Com a decisão, Gildo Cavalheri Júnior, 39 anos, será julgado por tentativa de feminicídio, cárcere privado e constrangimento mediante violência e grave ameaça.
A sentença de pronúncia – decisão que leva o caso ao tribunal do júri – foi publicada na tarde de quarta-feira (2) pelo juiz Cláudio Camargo dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Maringá.
O caso aconteceu em 10 de fevereiro de 2020, na Zona 7 de Maringá. O acusado foi preso três dias depois.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que um carro, conduzido pelo fisioterapeuta, emparelha e bate contra outro automóvel, que sai da pista, invade a calçada e quebra a vitrine de uma loja. O veículo atingido era conduzido pela então namorada do acusado. Apesar do acidente, ninguém se feriu.
De acordo com a denúncia do MP-PR (Ministério Público do Paraná), um dia após a batida, Gildo foi à casa da namorada e a manteve, da 1h às 9h, sob uma sessão de agressões. Um laudo anexado ao processo aponta que a vítima teve o nariz e duas costelas quebradas e ainda sofreu uma lesão pulmonar.
De acordo com a Polícia Civil, ele foi até a delegacia prestar depoimento, mas como havia um mandado de prisão preventiva contra ele, o suspeito acabou preso.
Agressões
De acordo com o MP-PR, o acusado não matou a ex-namorada porque “foi ludibriado (pela vítima) a qual passou a lhe pedir perdão e dizer que, de fato, estava errada, fazendo-o acreditar que não seria delatado às autoridades públicas”.
A denúncia detalha que horas após o acidente de trânsito, o suspeito manteve a mulher sob cárcere privado para impedir que ela o denunciasse, segundo o Ministério Público.
Ainda segundo a denúncia, durante o período em que ficou na casa da namorada, o acusado tentou matar a vítima batendo a cabeça dela contra a parede várias vezes.
As investigações apontam ainda que o réu derrubou a vítima no chão e, na sequência, passou a chutar e pisar na cabeça dela. A mulher ainda foi vítima de socos, conforme a promotoria.
Ainda segundo o MP-PR, durante o período em que ficou na casa da namorada, o acusado “tentou matar a vítima (…), lançando-a (a cabeça) contra a parede várias vezes, além de derrubá-la ao chão e, na sequência, mediante meio insidioso e cruel, causando desmedido e desnecessário sofrimento à vítima. Passou a chutar e pisar em sua cabeça, além de desferir vários socos contra os ouvidos da mesma, tudo enquanto dizia que a mataria”. As informações são do portal de notícias G1.
