A advogada Marcela Antunes Fortuna, 35 anos, foi presa nessa terça-feira no Paraguai. Ela era considerada foragida da Justiça brasileira e, conforme promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público paulista, tinha participação de destaque no PCC (Primeiro Comando da Capital).
Marcela é suspeita de participação no assalto à transportadora de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no mês passado, quando uma quadrilha roubou cerca de 40 milhões de reais.
Ela já era considerada foragida da Justiça desde novembro, quando o Gaeco de Presidente Prudente e a Polícia Civil desencadearam a Operação Ethos, que prendeu mais de 30 advogados ligados à facção criminosa.
Eles são acusados de atuar como um falso núcleo jurídico e repassar ordens da cúpula do PCC para cúmplices fora dos presídios e atuar na lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, Marcela era a gestora do esquema junto aos advogados, sendo uma das principais responsáveis pela distribuição de tarefas. A denúncia descreve seu papel no esquema como responsável pela interação com a cúpula, além de estar “ciente de todas as operações desenvolvidas pelo núcleo jurídico”.
Por causa da Operação Ethos, a Justiça determinou a transferência de 13 integrantes da cúpula do PCC para o Regime Disciplinar Diferenciado, em Presidente Bernardes (SP), considerado o mais rígido do sistema prisional. Dentre eles está Marcos Willians Camacho, o “Marcola”. O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decidirpa sobre a transferência de alguns deles para presídios federais.
