Ao entregar para o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, a documentação de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Cristiano Zanin voltou a afirmar, nessa segunda-feira, que impedir o petista de tomar posse como ministro-chefe da Casa Civil não tem respaldo constitucional.
Nesta quarta-feira, os dois mandados de segurança – do PPS e do PSDB – que questionam o decreto de nomeação do petista serão julgados pela Corte. “Ressaltamos que os mandados deverão ser rejeitados por contrariar posicionamento firme e sólido do Supremo sobre as matérias discutidas”, adiantou Zanin.
Se o STF impedir a nomeação, as investigações sobre o ex-presidente na Operação Lava-Jato deverão ser reassumidas pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba (PR). “O Supremo não é menos capaz de conduzir as investigações”, frisou Zanin.
Após defender a nomeação (decretada pela presidenta Dilma Rousseff no dia 18 de março), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou que o STF anulasse o decreto da presidenta Dilma Rousseff, por entender que o ato sugeria uma tentativa de atrapalhar as investigações contra ele na Lava-Jato. Para Zanin, o fato não deve influenciar os magistrados. (AE)
