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Advogado diz que não tem mais motivo para Daniel Vorcaro estar preso

A defesa também nega que Vorcaro tenha tentado interferir nas investigações.

O advogado Daniel Bialski, que integra a defesa de Daniel Vorcaro, afirmou que não há mais motivo para que o ex-controlador do Banco Master permaneça preso. Segundo o defensor, Vorcaro deveria responder às investigações em liberdade, já que, na avaliação da defesa, não existe uma acusação formal que justifique a manutenção da prisão preventiva pelo período já cumprido.

A declaração foi dada após Vorcaro prestar novo depoimento à Polícia Federal na quarta-feira (30). O empresário foi ouvido no âmbito das investigações que envolvem o Banco Master e também uma apuração sobre um grupo que ficou conhecido como “A Turma”.

Bialski afirmou que o depoimento ocorreu normalmente e que Vorcaro respondeu às perguntas dos investigadores. Para a defesa, o conteúdo apresentado durante a oitiva reforça a tese de que o empresário não teve participação em uma estrutura criminosa.

Em entrevista à CNN, o advogado classificou como “fantasiosa” a investigação sobre a chamada “A Turma”. Segundo ele, não existem elementos que comprovem que Vorcaro tenha formado ou comandado uma organização com o objetivo de praticar crimes.

A defesa também contestou a interpretação de mensagens encontradas durante as investigações. Bialski afirmou que parte do material utilizado contra seu cliente seria composta por conversas privadas e desabafos, sem que tenha ocorrido uma ação concreta correspondente ao conteúdo das mensagens.

O advogado também negou que Vorcaro tenha praticado atos de violência ou tenha feito vítimas. Segundo Bialski, eventuais mensagens consideradas ameaçadoras devem ser analisadas dentro do contexto em que foram escritas.

A investigação sobre “A Turma” apura, entre outros pontos, suspeitas relacionadas a intimidação e obtenção de informações. A Polícia Federal pretende concluir o inquérito ainda em outubro, conforme previsão apresentada após o novo depoimento de Vorcaro.

O ex-banqueiro também nega participação em outras condutas investigadas pelas autoridades. A defesa sustenta que Vorcaro mantinha relações profissionais com algumas pessoas que aparecem nas investigações, mas que isso não significa participação em eventuais crimes atribuídos a elas.

Bialski argumenta ainda que o período de prisão preventiva passou a ser excessivo diante da ausência de uma denúncia formal. Para o advogado, o empresário deveria ter a possibilidade de acompanhar o andamento das investigações fora da prisão, podendo eventualmente ser submetido a medidas cautelares determinadas pela Justiça.

A defesa pretende utilizar os argumentos apresentados no depoimento e nas manifestações recentes para pedir novamente a revogação da prisão preventiva.

A prisão de Vorcaro ocorre no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master. O caso envolve diferentes apurações conduzidas por órgãos de investigação e Justiça, com suspeitas que ainda estão sendo analisadas.

As afirmações apresentadas pelo advogado representam a posição da defesa e não constituem conclusão das autoridades sobre a responsabilidade criminal do empresário. A Polícia Federal continua reunindo informações antes da conclusão dos inquéritos e de eventual encaminhamento do caso ao Ministério Público.

A defesa também nega que Vorcaro tenha tentado interferir nas investigações e sustenta que ele deve responder aos questionamentos em liberdade.

 

(Com CNN)

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