Das investigações em curso no âmbito da Operação Lava-Jato, a que envolve André Esteves, fundador do BTG Pactual, é uma das que menos se conhecem detalhes até agora, muito embora as consequências de sua prisão tenham sido imediatas e definitivas. Na terça-feira, o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Paulo Sepúlveda Pertence apresentou à sua antiga casa “a resposta à denúncia” da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Esteves, por tentativa de criar obstáculos à investigação. Só após a defesa o Supremo decidirá se aceita a acusação da PGR.
“O processo em si já é uma pena. Não só apura se é culpado, como submete o réu inocente a toda sorte de constrangimentos e vexames”, diz Pertence na introdução da defesa. A partir daí, apresenta argumentos para mostrar que não existem provas contra Esteves. Na decisão em que revogou a prisão preventiva do ex-banqueiro, em 17 de dezembro, o ministro Teori Zavascki disse aguardar elementos concretos, vindos da investigação, para aceitar a acusação.
Esteves foi preso no Rio de Janeiro em 25 de novembro e seguiu para o Complexo Penitenciário de Bangu (RJ), na noite do dia 29. Em 18 de dezembro foi revogada sua prisão preventiva e, desde então, se encontra em reclusão domiciliar, com diversas restrições. Entre elas, não pode ir ao banco, do qual já foi afastado da presidência e deixou de ser sócio controlador. (AG e Folhapress)
