Afastado da Presidência da Câmara dos Deputados no dia 5 deste mês por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem custado aos cofres públicos cerca de 541 mil reais mensais graças a uma decisão da Mesa Diretora garantindo ao peemedebista uma série de benefícios – como o uso da residência oficial da presidência da Casa, carros à disposição e seguranças.
Os “custos” do peemedebista foram levantados pelo PSOL na reclamação que o partido protocolou nessa quarta-feira, no Supremo pedindo para que a Corte suspenda o ato da Mesa Diretora da Casa que garantiu as regalias a Cunha. Ele gastou apenas com “alimentação e custeio” quase 30 mil reais desde que foi afastado.
Com os 16 seguranças da Casa encarregados de zelar pela proteção do parlamentar afastado são mais 217 mil reais, além de outros 60 mil reais com oito vigilantes terceirizados e mais 28 mil reais com a administradora da residência oficial da presidência da Casa, que é uma servidora efetiva dos quadros da Câmara dos Deputados.
Os gastos foram calculados com base no salário dos servidores à disposição da residência oficial da presidência da Câmara e também com base na média dos gastos de Cunha e sua família com alimentação nos últimos cinco meses. (AE)
