Embora as atenções do PT e do governo estejam totalmente voltadas para segurar o impeachment de Dilma, a um dia da votação no plenário da Câmara dos Deputados, uma eventual derrota do governo, além de iniciar o processo de afastamento da presidenta, terá outro fator que poderá preocupar os petistas: as investigações envolvendo o ex-presidente Lula voltarão definitivamente para a primeira instância, direto para as mãos do juiz Sérgio Moro, o que o PT tentou evitar ao nomear o líder petista titular da Casa Civil
A ideia de Lula virar ministro e concentrar as articulações da ofensiva contra o impeachment – o que acabou fazendo ao assumir papel de articulador informal do governo – também era amplamente defendida por petistas para que ele obtivesse foro privilegiado, sendo julgado pela Corte superior.
Caso o impeachment da presidenta Dilma seja aprovado, também perderão o foro privilegiado ministros investigados, entre eles Aloizio Mercadante (Educação) e Edinho Silva (Comunicação Social). O julgamento da liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) que anulou a posse de Lula só acontecerá no dia 20 deste mês, três dias depois da votação na Câmara. Petistas admitem que, até lá, pode não haver mais governo. (AG)
