A agência reguladora de medicamentos e alimentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) anunciou na terça-feira (15) que a vacina contra a covid-19, desenvolvida pela Moderna, é “altamente eficaz”, sugerindo que poderá ser aprovada e adicionada em breve ao arsenal contra a pandemia.
Os documentos da Moderna publicados pelo FDA incluíam novos dados sugerindo que sua vacina começa a prevenir infecções assintomáticas após a primeira dose. A capacidade de uma vacina para prevenir infecções assintomáticas é importante porque pode ajudar a retardar significativamente a disseminação do coronavírus.
A Moderna afirmou que, após aplicar primeira dose em seu estudo, os casos assintomáticos de covid-19 foram dois terços menores entre os voluntários que receberam a vacina, na comparação com os que tomaram a dose placebo. O documento não incluiu os resultados após a segunda dose. O FDA divulgou o estudo clínico de 30 mil pessoas da Moderna sobre sua vacina, junto com a própria análise da agência.
O Comitê Consultivo de Vacinas e Produtos Biológicos Relacionados da FDA discutirá os dados da Moderna na quinta-feira (17). O mesmo painel analisou os dados da Pfizer em uma reunião de um dia inteiro na semana passada, após a qual votou por 17 votos a 4, com uma abstenção, a favor da concessão de autorização de uso emergencial.
O FDA fez isso um dia depois e deve agir rapidamente para aprovar a vacina Moderna se houver uma recomendação favorável. A Moderna anunciou anteriormente que sua vacina foi 94,1% eficaz na proteção das pessoas contra a doença. Naquela primeira análise, a empresa disse que 196 pessoas, entre 30 mil, tiveram sintomas e que 185 delas receberam injeção de placebo, contra apenas 11 que receberam a vacina de fato da Moderna.
Brasil
A presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Nísia Trindade, disse que o Brasil não tem capacidade para fabricar a vacina da Pfizer. “A vacina da Pfizer se trata de um medicamento feito com uma plataforma nova, vacina de RNA, porém, nós não temos no Brasil essa tecnologia em termos de planta de produção capaz de produzir em escala”, disse à CNN.
No dia 9 de dezembro, o Ministério da Saúde assinou um memorando de entendimento para a compra de 70 milhões de doses da vacina da Pfizer. O secretário executivo do ministério, Elcio Franco, disse que o cronograma define a entrega de 8,5 milhões de doses no 1º semestre de 2021 e de 61,5 milhões no 2º semestre.
O Brasil já tem memorandos assinados com o Instituto Butantan e a Sinovac (China), e com a AstraZeneca, de Oxford (Reino Unido). O memorando é apenas o primeiro passo do processo de compra, e o acordo ainda não foi definido nem os valores foram divulgados.
Trindade também falou sobre a vacina de Oxford, que será produzida pela Fiocruz. Ela disse que não será necessário o pedido de aprovação emergencial. “Avaliamos que a autorização temporária não será o caso da vacina de Oxford porque já houve a entrega de dados da fase 3 para Anvisa. Estamos acelerados na fase de registro. Não há vantagem para registro provisório nesse momento.”
