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Agressões e mentira em depoimento de babá levaram à prisão de Dr. Jairinho e da mãe do menino de 4 anos morto no Rio de Janeiro

No último dia 8 de março, a criança deu entrada morta no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)

Além das agressões de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), contra o menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, o depoimento prestado pela babá Thayna de Oliveira Ferreira, de 25 anos, ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), foi um dos fundamentos para o pedido de prisão do vereador e de sua namorada, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, por suspeita de envolvimento na morte do filho dela. A funcionária mentiu ao garantir que a família vivia em harmonia e que nunca havia presenciado nenhuma anormalidade no apartamento onde moravam, no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Mensagens recuperadas pela polícia, no entanto, revelam que ela teria alertado a mãe do menino das agressões praticadas pelo parlamentar. No último dia 8 de março, a criança deu entrada morta no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro.

Para a polícia, que já sabe que a criança levava chutes e pancadas na cabeça do parlamentar com o conhecimento de Monique, a babá poderia estar sendo influenciada pelo casal. Nesta quinta-feira, além da prisão do casal, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Thayna, onde apreendeu o celular dela. A polícia já havia conseguido recuperar no celular de Monique mensagens trocadas entre a professora e a babá do menino, em 12 de fevereiro, que mostram a funcionária alertando a patroa sobre as agressões cometidas por Jairinho.

Na delegacia, às 21h38m do dia 24 de março, Thayna contou que sua mãe, Maria Lucia Helena de Oliveira, que cuida do sobrinho de Dr. Jairinho (Solidariedade), foi quem indicou seu nome para cuidar de Henry depois que Monique foi morar com o parlamentar. Ela queria uma babá de confiança, e a jovem foi contatada pelo casal. Thayna começou a trabalhar de segunda a sexta-feira desde dia 18 de janeiro no apartamento do casal. A babá negou ter presenciado qualquer anormalidade na família, a quem disse ter visto reunida no máximo quatro vezes. Ela contou que costumava dar banho em Henry, e garantiu nunca ter visto qualquer marca de violência em seu corpo. As informações são do jornal O Globo.

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