O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu aos apoiadores brasileiros que mantenham a fé e acreditem que sua derrota na eleição presidencial “ainda não foi o fim”. A declaração foi feita na noite de quinta-feira (5), durante o jantar de gala da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizado em Mar-a-Lago, propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Flórida.
Em um trecho do discurso que passou a circular nas redes sociais, o senador se dirigiu aos brasileiros em português e fez uma referência religiosa ao resultado eleitoral e aos próximos passos de sua trajetória política. “Mesmo quando o que parece ser o final não é aquilo que esperávamos, temos de agradecer a Deus e ter ainda mais fé de que ainda não foi o fim”, afirmou.
Na sequência, Flávio declarou que, até pouco tempo atrás, não imaginava que disputaria a Presidência da República. Segundo ele, sua candidatura teria relação com um propósito divino, que ultrapassaria sua trajetória pessoal. “Um ano atrás, eu jamais imaginava que seria candidato a presidente do Brasil, mas eu creio que era um projeto de Deus, não só para mim, mas para minha nação”, disse.
O senador foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado em 25 de outubro. Lula foi reeleito com uma vantagem superior a quatro milhões de votos. A manifestação de Flávio ocorreu em um evento que reúne lideranças e representantes do movimento conservador internacional, em um ambiente de aproximação entre integrantes da família Bolsonaro e aliados políticos de Donald Trump.
Dois dias após o resultado eleitoral, Flávio deixou o Brasil acompanhado da família e viajou para os Estados Unidos. A saída ocorreu sem a entrega dos passaportes à Polícia Federal (PF), conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A ordem judicial foi expedida no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de empresas de apostas, envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio. Além da determinação relacionada aos passaportes, Moraes proibiu que os dois investigados mantivessem contato entre si. Tanto o senador quanto o advogado negam qualquer irregularidade.
O jantar em Mar-a-Lago também contou com a presença de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e ex-deputado federal que atualmente vive nos Estados Unidos. Outro participante foi o ator norte-americano Jim Caviezel, escolhido para interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no filme “Dark Horse”. O financiamento da produção também está no radar de uma investigação que envolve Flávio Bolsonaro.
Eduardo divulgou o encontro em suas redes sociais, acompanhado de uma legenda que destacou a presença do irmão e do ator. “Agora no Mar-a-Lago, Flávio Bolsonaro em liberdade se encontra com o ator Jim Caviezel”, escreveu o ex-deputado na publicação.
Na divulgação do evento, a organização apresentou Eduardo como integrante da Câmara dos Deputados, utilizando a expressão “em exílio”. No entanto, ele perdeu o mandato parlamentar em dezembro de 2025, em razão do excesso de faltas às sessões legislativas. (Com informações do portal InfoMoney)
