O governo brasileiro determinou nesta quinta-feira (19) o fechamento de quase toda a fronteira terrestre do país, em mais uma medida para tentar conter a expansão do coronavírus no país. No entanto, a entrada de estrangeiros segue liberada nos aeroportos por meio de voos internacionais. O trânsito por terra continuava, por enquanto, liberado apenas com o Uruguai, país com o qual o Brasil ainda negociava nesta quinta os termos do fechamento.
O governo brasileiro determinou nesta quinta-feira o fechamento das fronteiras terrestres do país com Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru e Suriname para o ingresso de estrangeiros, por 15 dias, devido ao crescimento da epidemia de coronavírus.
A portaria divulgada pela Casa Civil especifica que a proibição de circulação não restringe a passagem de brasileiros natos, imigrantes com autorização de residência definitiva no Brasil, profissionais estrangeiros em missão de organismos internacionais e diplomatas acreditados no país, além do transporte de cargas.
Também será possível a passagem de residentes nas chamadas “cidades-gêmeas”, onde há fronteira exclusivamente terrestre, como Tabatinga (AM) e Letícia (Colômbia) e Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero (Paraguai).
Após a publicação da portaria, o presidente Jair Bolsonaro disse no Twitter que mais ações estão a caminho “pensando também no inevitável impacto financeiro das famílias envolvidas.”
Na terça-feira, o governo já havia determinado o fechamento da fronteira com a Venezuela, classificada como “mais sensível” pelo colapso do sistema de saúde do país. O risco, segundo o governo brasileiro, era de uma nova onda de venezuelanos cruzando a fronteira com Roraima para buscar atendimento, extrapolando a capacidade de atendimento do Estado. Além disso, poderia aumentar o risco de contágio no país.
A portaria trata apenas das fronteiras terrestres. O governo ainda estudava medidas em relação a aeroportos e viagens aéreas, mas não há definição.
