A perícia da Polícia Federal (PF) examinou e confirmou que foi apreendido uma quantidade de ouro com Valdemar Costa Neto. Ele foi preso nessa quinta-feira (8) durante operação da PF, por posse irregular de arma de fogo. Perícia da PF confirmou que a origem do ouro é de garimpo ilegal.
Foi uma pepita de ouro, pesando 39,18 gramas, com 91,76% de grau de pureza, segundo a perícia, e valeria aproximadamente R$ 11.687,71.
A defesa de Costa Neto afirma que “não há fato relevante algum e que a pedra apreendida tem baixo valor e não configura delito segundo a própria jurisprudência.”
O ouro e a arma ilegal, um revólver calibre 38, foram apreendidos durante cumprimento de busca e apreensão no quarto do hotel Meliá, em Brasília, onde reside o presidente do Partido Liberal (PL).
Valdemar Costa Neto, segundo as investigações, deve ficar preso pela posse ilegal de arma de fogo e também por usurpação mineral. Não cabe fiança.
A perícia agora vai tentar identificar a origem do ouro encontrado com presidente do PL. Desvendar de onde foi extraído, inclusive se de terras indígenas. Os peritos conseguem fazer o DNA do ouro apreendido.
O flagrante foi identificado enquanto policiais federais faziam buscas em um dos endereços de Valdemar Costa Neto como parte da operação que apura o envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e ex-assessores no plano de um golpe de Estado no período das eleições de 2022.
Por volta das 11h10 desta quinta-feira, Valdemar estava na sede da Polícia Federal para as formalidades do flagrante. Ele deverá passar por uma audiência de custódia perante o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (9).
A operação deflagrada pela PF nessa quinta-feira tem entre seus alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e militares. O objetivo é investigar uma tentativa de golpe para manter o ex-presidente no poder.
Defesa
O que diz a defesa de Costa Neto: “A defesa do presidente nacional do PL Valdemar Costa Neto afirma que não há fato relevante algum e que a pedra apreendida tem baixo valor e não configura delito segundo a própria jurisprudência. Afirma também que a arma é registrada, tem uso permitido, que pertence a um parente próximo e que foi esquecida há vários anos no apartamento dele. Em outras palavras: Como pode alguém ser detido por ser portador de uma pedra guardada há anos como relíquia e que segundo a própria auditoria da polícia Federal vale cerca de 10 mil reais?”, afirma a defesa. As informações são do portal de notícias G1.
