“Pode me passar a senha do Wi-Fi?”. Muita gente faz essa pergunta no restaurante, no shopping center ou até no trabalho. É difícil resistir a uma internet gratuita, geralmente mais veloz do que a conexão de dados do celular. Contudo, ao entrar em uma rede gratuita, a maioria dos usuários não tem ideia do risco que corre. A inocente conexão pode revelar aos hackers dados pessoais, como senhas de banco, números de cartão de crédito e fotos guardadas no celular ou no computador. Segundo o instituto Cert.br, somente no ano passado, mais de 1 milhão de ataques foram reportados, número quase três vezes maior do que o de 2013: 352 mil.
Conectar-se a redes públicas é algo que 61% dos brasileiros que têm celulares ou outros dispositivos fizeram pelo menos uma vez, em 2013, segundo a Symantech, companhia de segurança digital. Mas uma conexão desse tipo pode ser acessada, como o nome diz, por qualquer pessoa mal-intencionada. Portanto, nem as redes públicas com senhas são seguras.
“É como se a pessoa se trancasse em casa e desse uma cópia da chave para um monte de gente. Por mais que você saiba para quem passou a senha, não vai saber se o cliente sentado à mesa ao seu lado é ou não um hacker”, explicou o diretor da e-Sec, empresa especializada em proteção digital.
Entre os erros cometidos mais comuns está acessar páginas de bancos ou redes sociais utilizando conexões desse tipo.
“Se eu acesso uma rede pública, preciso ter consciência de que outras pessoas também estão nela. Então, não devo fazer, por exemplo, transações bancárias ou outros serviços críticos em que eu me exponha a pessoas mal-intencionadas”, explicou o líder de análise de malwares da PSafe, Thiago Marques.
Não são só os usuários, no entanto, que devem tomar cuidado. Os donos de estabelecimentos comerciais que fornecem internet gratuita aos clientes também podem evitar problemas.
“O ideal seria ir além das configurações básicas do roteador e mudar a senha com frequência”, ensinou Marques. (AG)
