Ícone do site Jornal O Sul

Alexandre de Moraes rejeita recurso apresentado pela Defensoria Pública em nome de Carla Zambelli

Além de Moraes (foto), outros sete ministros tiveram seus vistos de entrada nos EUA suspensos. (Foto: Antonio Augusto/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) em nome da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão e está foragida.

Na semana passada, a Primeira Turma do STF rejeitou um recurso apresentado pela defesa da deputada conta a condenação. Dias antes, no entanto, o antigo advogado de Zambelli, Daniel Bialski, saiu de sua defesa após ela anunciar que deixou o Brasil.

Com isso, a Defensoria Pública assumiu provisoriamente o caso, enquanto Zambelli não informa se terá um novo advogado. A DPU questionou a decisão de Primeira Turma, rebatendo o argumento de que a contestação teve caráter meramente “protelatório”.

Moraes, no entanto, não conheceu o recurso da DPU, ou seja, rejeitou o pedido sem analisar seu mérito. Para o ministro, Zambelli estava apresentando apenas “mero inconformismo com a solução adotada pela Turma julgadora, ao proferir o acórdão condenatório, sem apontar, efetivamente, qualquer omissão, obscuridade ou contradição”.

Zambelli foi condenada pelo STF, em maio, por invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica, devido à invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O hacker Walter Delgatti foi condenado, no mesmo processo, a oito anos e três mês de prisão.

Na semana passada, a deputada anunciou que deixou o Brasil e sua prisão preventiva foi decretada, com inclusão na lista da Interpol, o que a torna procurada em 196 países. Após a rejeição do recurso que tinha sido apresentado, a prisão foi convertida de preventiva em definitiva.

Extradição

Em outra frente, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nessa sexta-feira (13) que espera que o governo italiano extradite a deputada federal Carla Zambelli “o mais breve possível”. Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por conta de uma invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli deixou o país pela fronteira com a Argentina, viajou aos Estados Unidos e, de lá, seguiu para a Itália, país do qual possui cidadania, na esperança de escapar da prisão.

“Já existe alguma ideia de onde ela esteja, e imaginamos que ela em breve será extraditada. Existem precedentes fortes de cooperação entre os dois países, Brasil e Itália. Nós temos um tratado de cooperação. A dupla nacionalidade, tendo em conta aquilo que se encontra consignado no tratado, não impede a extradição, até porque, ao contrário do que acontece com a Constituição brasileira, a Constituição italiana não impede que cidadãos italianos sejam extraditados”, afirmou o ministro após participação no seminário “Desafios da Segurança Pública”, evento organizado pela Universidade Santo Amaro (Unisa). As informações são do jornal O Globo.

Sair da versão mobile