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Aliados de Flávio Bolsonaro acreditam no retorno das sanções de uma lei dos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes até as eleições em outubro

Aliados de Flávio Bolsonaro acreditam na possibilidade de que sanções da Lei Magnitsky voltem a ser aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). (Foto: Luiz Silveira/STF)

Com a tensão crescente entre Brasil e Estados Unidos, aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro acreditam na possibilidade de que sanções da Lei Magnitsky voltem a ser aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Há dois meses, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o ex-apresentador Paulo Figueiredo protocolaram um pedido para que as sanções financeiras contra Moraes fossem restabelecidas. A expectativa do grupo é que, com o aumento do atrito entre a gestão de Donald Trump e o governo Lula, Moraes volte a ser alvo dos americanos.

O último episódio que agravou a relação foi a negativa de vistos para dois funcionários da gestão Trump, com o Itamaraty alegando que a intenção da viagem americana era questionar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.

O governo dos Estados Unidos prepara uma resposta ao Brasil após a negativa de vistos para dois funcionários da gestão Donald Trump. A coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, conversou com representantes dos EUA no Brasil, que informaram que uma medida está em estudo, mas não deram detalhes sobre o que será feito.

A informação já chegou ao grupo de Eduardo Bolsonaro e seus aliados que vivem nos EUA, que acompanham os desdobramentos do caso.

Entre as medidas que estariam no radar há possíveis sanções individuais contra autoridades brasileiras.

O Brasil negou os pedidos de visto para Riley Bernes e Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado americano, chefiado por Marco Rubio. O Itamaraty justificou a medida alegando que os americanos tinham o objetivo de questionar o sistema eleitoral brasileiro.

O jornal Washington Post revelou que o objetivo da viagem seria levantar dúvidas sobre a segurança do sistema de votação nacional.

A avaliação interna do Ministério das Relações Exteriores levou em consideração que o pedido de visto dos funcionários ligados a Rubio ocorreu em um momento em que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro questionava as urnas eletrônicas em um evento com diplomatas. A conclusão foi a de que havia risco de instrumentalização da visita em um contexto eleitoral. As informações são do jornal O Globo.

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