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Aliados de Flávio Bolsonaro demonstram apoio nas redes, e Carlos diz que a “vida continua” após ida do irmão para os EUA

Após a confirmação de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou para os Estados Unidos, nesta quarta-feira (28), aliados foram as redes sociais para manifestar apoio ao senador e criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de apreender seus passaportes, medida que foi descumprida pelo parlamentar.

Sem citar o irmão, Carlos Bolsonaro também se manifestou, relatando uma visita ao pai, Jair Bolsonaro, em qual diz que “não acabou” e que a “vida continua”. Em vídeo publicado nas redes sociais, Carlos, que foi eleito senador por Santa Catarina, afirmou que o ex-presidente ainda tenta assimilar os acontecimentos dos últimos dias, mas demonstrou disposição para continuar atuando politicamente após a derrota eleitoral do filho.

“Ele está tentando assimilar tudo o que está acontecendo ainda. Está forte, sabe que a vida continua, ainda não acabou”, afirmou Carlos. O senador eleito contou ter pedidos desculpas ao pai pelo resultado da eleição, em que Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito para seu quarto mandato.

“Em determinado momento, eu me emocionei na frente dele. Falei: “Desculpa, pai, a gente falhou”. Ele: “Negativo, levanta a cabeça, vamos embora. Muita coisa para fazer pelo Brasil ainda”, disse.

O líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), por sua vez, manifestou apoio ao senador e à família após eles desembarcarem em Miami. “Que Deus abençoe meu amigo e irmão Flávio Bolsonaro e sua linda família! Conte sempre comigo”, publicou Sóstenes.

Flávio desembarcou no aeroporto executivo de Opa-Locka, na região de Miami, às 10h31min desta quarta-feira, acompanhado da mulher, Fernanda, e das filhas, Luiza e Carolina.

O avião havia pousado sete minutos antes. Após deixarem a aeronave, os quatro permaneceram por alguns minutos em uma sala do terminal e saíram em um veículo utilitário preto, acompanhados por homens uniformizados cuja vinculação não foi identificada.

A viagem começou na noite de terça-feira (27), quando o senador atravessou a fronteira entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na Argentina, às 22h50min, utilizando um passaporte italiano. De lá, embarcou em um jato particular que fez escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para os Estados Unidos.

A saída ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes proibiu Flávio de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes em 24 horas, no âmbito de uma investigação sobre suas ligações com o advogado Willer Tomaz. O senador não apresentou os documentos no prazo estabelecido, e a Polícia Federal solicitou seu cancelamento.

Ainda na segunda-feira, Flávio havia divulgado um vídeo no qual negou qualquer intenção de deixar o Brasil e prometeu cumprir a determinação judicial. “Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, afirmou.

O deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) também reagiu ao desembarque em Miami, com críticas ao Judiciário brasileiro. “São e salvo, graças a Deus! Mais um líder da direita que tem que sair do Brasil para não ser perseguido pela “democracia relativa”, escreveu nas redes sociais.

Parlamentares anunciaram viagem antes de Flávio deixar o Brasil

As manifestações desta quarta-feira ocorreram depois de uma série de publicações de parlamentares bolsonaristas que, na véspera, divulgaram informações de que Flávio já estava nos EUA.

O deputado federal e senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) deu como “confirmada” a ida de Flávio aos Estados Unidos, alegando que a decisão evitaria que ele fosse usado como “moeda de troca” para barrar um eventual impeachment de Moraes.

O deputado federal Maurício Marcon (PL-RS) afirmou que o senador havia conseguido deixar o país e disse que ele continuaria liderando a direita do exterior. Ambos apagaram posteriormente as publicações.

Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou a segurança dos opositores do governo ao comentar a suposta saída de Flávio a pé do país. Nikolas apagou a publicação original e voltou a divulgá-la, desta vez acrescentando a ressalva de que a viagem teria ocorrido “supostamente”.

As manifestações ocorreram antes das 22h50 de terça-feira, horário em que, segundo as autoridades argentinas, Flávio entrou no país pela fronteira com Foz do Iguaçu. Assim, enquanto parlamentares anunciavam sua chegada aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro.

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