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Aliados esperam “senha” de Temer sobre impeachment de Dilma

Entre as razões de Temer para deixar a função de articulador está a entrada do ex-chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, nas conversas com parlamentares (Foto: Ed Ferreira/AE)

A decisão de Michel Temer sobre antecipar ou não o congresso do PMDB que discutirá a saída do governo Dilma Rousseff, marcado para novembro, é vista como a chave para indicar se o vice-presidente passará a “conspirar” pelo impeachment, avaliam caciques do partido.

Por ora, Temer admite apenas se afastar da articulação política, sem romper com a presidenta. Mas se ele precipitar a consulta ao partido, dizem aliados, dará a “senha” para o avanço do processo de impedimento.

Um correligionário aposta que a esperada saída de Temer da costura política aumenta o risco de Dilma não se sustentar no cargo.

Entre as razões de Temer para deixar a função de articulador está a entrada do ex-chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, nas conversas com parlamentares. O assessor recebeu membros da CPI do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) sem que o vice soubesse.

Temer também notou gestos hostis da própria Dilma, que não o chamou, por exemplo, para a reunião ampliada com membros do governo alemão.  (Folhapress)  

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